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Pesquisa Quaest aponta para redução de diferença entre Lula e Bolsonaro

Avaliação de diretor da Quaest é de que polarização entre Lula e Bolsonaro está cada vez mais consolidada - Reprodução
Avaliação de diretor da Quaest é de que polarização entre Lula e Bolsonaro está cada vez mais consolidada Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

06/07/2022 18h36

A última pesquisa eleitoral Quaest, publicada hoje, aponta maior proximidade entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto. A diferença entre eles, de 14 pontos percentuais, é a menor registrada nas pesquisas do instituto desde novembro de 2021.

Lula lidera o levantamento, com 45% da preferência dos eleitores, seguido de Bolsonaro, com 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. No mês passado, a diferença era de 16 pontos. A maior distância entre os dois pré-candidatos foi observada em novembro de 2021, quando o petista liderava com 27 pontos a mais que o chefe do Executivo.

"A polarização parece bem consolidada se avaliamos os índices de decisão de voto, que chegam a 78% entre eleitores de Lula e a 76% entre eleitores de Bolsonaro", diz Felipe Nunes, diretor da Quaest, em publicação feita no Twitter. Neste quesito, o entrevistado é questionado se o seu voto é definitivo ou se ainda pode mudar.

Nunes também aponta que houve uma redução da rejeição de Bolsonaro em relação às pesquisas anteriores. "Durante o primeiro semestre, a imagem de Bolsonaro melhorou. Sua rejeição caiu de 66% para 59%. No mesmo período, Lula manteve seu patamar de rejeição próximo dos 41%. Nem perdeu haters, nem ganhou fãs!"

Em uma live promovida hoje pela Genial Investimentos, responsável por contratar a pesquisa, Nunes observou que houve variações de intenções de voto positivas para Bolsonaro nas regiões Nordeste e Sudeste: ele cresceu, respectivamente, 7 pontos percentuais e 3 pontos percentuais em relação a junho.

Na rede social, Nunes observa que a diferença entre Lula e Bolsonaro também diminuiu entre parcelas do eleitorado onde o petista se saia melhor: mulheres e eleitores de renda familiar entre dois e cinco salários mínimos.

Para o diretor da Quaest, o crescimento de votos de Bolsonaro pode ter relação com as críticas que o presidente tem feito em relação ao aumento dos preços dos combustíveis.

"Caiu de 28% para 25% quem diz que Bolsonaro é o principal responsável pelo aumento do preço dos combustíveis e passou de 16% para 20% quem diz que é a Petrobras. Ou seja: ele conseguiu terceirizar a responsabilidade", afirmou Nunes na live.

Também segundo a pesquisa, 42% dos brasileiros afirmaram que Bolsonaro está fazendo o que pode para impedir o aumento dos preços dos combustíveis.

"Se nas intenções de votos ele tem 31%, em demonstração de proatividade, ele tem 42%, ou seja, o indicador está puxando para cima a viabilidade política do presidente", acrescenta Nunes.

A pesquisa

O levantamento ouviu 2.000 pessoas face a face, entre os dias 29 de junho e 2 de julho. O índice de confiança, segundo o instituto, é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01763/2022 e teve o custo de R$ 268.742,48.

O Instituto

O Quaest é um instituto de pesquisas com sede em Belo Horizonte. Até 2020, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empresa realizava pesquisas eleitorais só em Minas Gerais. Hoje, faz levantamentos sobre intenções de voto para presidente, governador e para o Senado em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

O instituto tem uma parceria com a Genial Investimentos, a qual financia levantamentos para as eleições de 2022. As pesquisas são realizadas com entrevistas presenciais.