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Chico Alves: Crise no MEC não teve tempo de estragar imagem do governo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/06/2022 19h15Atualizada em 23/06/2022 20h24

A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro não foi capaz de arranhar a imagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) na mais recente pesquisa do Datafolha, avaliou o colunista Chico Alves, durante participação no UOL News.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 19 pontos de vantagem sobre o atual mandatário, marcando 47% das intenções de voto no primeiro turno. Na pesquisa anterior, Lula teve 21 pontos sobre Bolsonaro, com 48%.

"Vamos ver se esse caso Milton Ribeiro terá a consequência gigantesca que se imagina o meio político e os jornalistas, pois eu acredito que isso vá fazer um estrago na imagem do governo, especialmente na do presidente Bolsonaro, candidato à reeleição", disse Alves.

O ex-ministro da Educação deixou a carceragem da Polícia Federal de São Paulo, na zona oeste da cidade, na tarde desta quinta-feira (23). O pastor foi solto por volta das 15h, após a decisão do desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que ordenou a soltura dele e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

Os três foram presos ontem pela Polícia Federal no âmbito da Operação Acesso Pago, que investiga a suspeita de um "balcão de negócios" para liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

O colunista do UOL afirmou que o caso aponta diretamente para Bolsonaro, já que foi ele quem indicou ao ex-ministro da Educação os dois pastores, que não tinham cargos oficiais, mas atuavam como lobistas na pasta.

"[Eram] eles que estavam lá intermediando os recursos do ministro da Educação. Esse caso vai direto para Bolsonaro", declarou Alves.

O jornalista também analisou os desempenhos de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) na pesquisa Datafolha. Eles tiveram 8% e 1%, respectivamente, de intenções de voto no primeiro turno.

"[Ciro Gomes] não sai daquele patamar, numa distância gigantesca para o segundo colocado. A Simone Tebet fica em 1%, não mexeu o ponteiro, está com dificuldade em confirmar aliança com PSDB em alguns estados e, talvez depois dessa pesquisa, essa dificuldade aumente", disse.

Assista ao UOL News na íntegra: