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Bolsonaro critica plano de governo de Lula: 'A esquerda é muito romântica'

Jair Bolsonaro - Adriano Machado/Reuters
Jair Bolsonaro Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

22/06/2022 14h19

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou hoje pontos do plano de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro. Para Bolsonaro, há "romantismo" nas propostas feitas pelo petista.

"A esquerda é muito romântica, oferece o paraíso para todo mundo. 'Olha, se eu chegar lá, igualdade, todo mundo vai ser feliz, saúde para todo mundo, não vai ter mais desmatamento na Amazônia, não vai ter mais corrupção'. Promete muita coisa, acredita quem quer", disse o presidente durante entrevista à rádio Itatiaia.

Bolsonaro comentava anteriormente dos planos de privatização da Petrobras, empresa criticada pelo governo e aliados após um novo reajuste no preço da gasolina e do diesel. O presidente afirmou que a estatal segue no plano de desestatização, mas que não seria possível privatizá-la rapidamente.

"Isso leva anos, não é para mês que vem não, tem que ter critérios para não tornar um monopólio privado. Isso vai ficar para um futuro governo", declarou, antes de voltar a defender a existência de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras — planos que podem se materializar na Câmara dos Deputados, onde governistas colhem assinaturas para a proposição.

"Até a CPI eu assinaria se fosse deputado. Para ver, entre outras coisas, como é composição do preço do combustível na Petrobras. É você saber também a questão do endividamento da Petrobras, por que endividou", continuou Bolsonaro antes de voltar a citar políticas tomadas nos governos Lula e de Dilma Rousseff (PT).

"Quero ser um presidente não lembrado pelo povo. Todo presidente que se preza tem que ser não lembrado pelo povo, porque só lembra quando tem coisa ruim", declarou.

O novo texto com as diretrizes para o programa de governo do ex-presidente, divulgado ontem, mantém pontos como a revogação do teto de gastos, reforma tributária e combate à grilagem na Amazônia.

Sobre a Petrobras, o texto da campanha de Lula afirma que a empresa "terá seu plano estratégico e de investimentos orientados para a segurança energética, a autossuficiência nacional em petróleo e derivados, a garantia do abastecimento de combustíveis no país". Lula já rejeitou a ideia de privatizar a companhia.

No momento, Lula aparece em vantagem na corrida eleitoral. A última pesquisa do PoderData, divulgada hoje, mostra estabilidade no 1ª turno — o petista tem 44% das menções e Bolsonaro, 34%. Nas projeções de segundo turno, a vantagem de Lula chegou a 17 pontos.