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Leite defende acordo de recuperação fiscal: 'Dívida gera riscos ao futuro'

Colaboração para o UOL

20/06/2022 17h11Atualizada em 20/06/2022 17h26

O pré-candidato à reeleição no governo do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), defendeu, durante sabatina UOL/Folha, realizada hoje, o regime de recuperação fiscal, implementado durante seu mandato, e afirmou que "o estado está rigorosamente em dia com as dívidas de curto prazo".

"É uma solução definitiva para um problema estrutural do estado. O regime de recuperação fiscal é o caminho que o governo federal, com lei aprovada no Congresso, foi quem encaminhou o assunto dessa maneira. O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a lei, assinou o regime, mas ele dá solução a um problema estrutural do estado", afirmou.

Ele negou que o regime possa se tornar um problema para os próximos governadores, "é absolutamente mentiroso". "O estado já está sob as regras do regime até mais restritivas, até que o próprio que virá pela frente. Nós já fizemos a adesão desde o final do ano passado, o que falta agora é a homologação do plano que estabelece as condições para os próximos anos."

"Não aderir, homologar o plano, gera risco para o futuro. Para evitar esse risco, que estou me apresentando novamente", disse.

Sobre o conflito gerado pelo governo federal com a Petrobras para conter o aumento no preço da gasolina, ele disse que é "completamente equivocado e desonesto". "Não tem nenhuma razão, do ponto de vista técnico, essa briga da forma que estão fazendo."

Para Leite, "se atinge alguns setores de forma mais forte ou parcelas da população que precisam ter algum tipo de auxílio, então se deve constituir algum tipo de apoio para as camadas mais pobres conseguirem lidar com esse aumento", defendeu.

Ele também se posicionou a favor do uso de câmeras nos uniformes dos policiais: "Polícia bem treinada e com acompanhamento da tecnologia, vem a favor da população e dos próprios policiais, para poderem se defender de acusações indevidas".

O que diz a pesquisa Real Time Big Data

Pesquisa Real Time Big Data, contratada pela TV Record e divulgada em maio, mostra o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL) liderando a corrida eleitoral. Com 23% das intenções de voto, ele fica à frente de todos os demais candidatos, que não conseguem alcançá-lo nem dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Atrás de Onyx, aparecem oito adversários empatados tecnicamente. São eles: Edegar Pretto (PT) e Ranolfo Vieira Jr. (PSDB), ambos com 7%; Beto Albuquerque (PSB), Pedro Ruas (PSOL) e Luis Carlos Heinze (PP), os três com 6%; além de Vieira da Cunha (PDT), com 3%, Gabriel Souza (MDB), com 2%, e Roberto Argenta (PSC), com 1%.

Na segunda, Eduardo Leite anunciou que vai concorrer à reeleição no lugar de Ranolfo Vieira Jr., seu correligionário e atual governador após ele renunciar.