PUBLICIDADE
Topo

Kennedy: 'Raio X' do Datafolha mostra que bolsonarismo deseduca

Colaboração para o UOL, em São Paulo

31/05/2022 19h31Atualizada em 31/05/2022 19h33

Para Kennedy Alencar, colunista do UOL, a pesquisa Datafolha que mostra que eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se vacinam menos contra a covid-19 e desconfiam mais das urnas eletrônicas aponta que a "raiz do bolsonarismo" é "regressiva".

"É um retrato do péssimo presidente que a gente tem, que fala contra a vacina e contra a urna eletrônica, mas que se elegeu com as urnas e sendo que a vacina salvou milhões de brasileiros", afirmou Kennedy em participação no UOL News - Noite, programa do Canal UOL.

Estudos publicados apontam que vacinas utilizadas no Brasil aumentam a proteção contra a covid-19 mesmo entre pessoas que já tiveram a doença, e nunca houve comprovação de fraude em eleições com urna eletrônica no país.

Na avaliação do jornalista, a pesquisa mostra que as opiniões do presidente conseguem até "causar dano à saúde das pessoas". "Ele deseducou sobre as vacinas, e o Brasil é um país em que a vacina tem um alto grau de adesão na população", disse.

"Do ponto de vista sanitário, isso mostra e confirma a irresponsabilidade do presidente", afirmou. "O Datafolha conseguiu explicitar o bolsonarismo como ele é", acrescentou.

Os dados aos quais Kennedy se referiu foram publicados hoje. De cada 10 apoiadores de Bolsonaro, oito defendem que as Forças Armadas participem da contagem de votos nas eleições, e cinco concordam com a frase "o povo armado jamais será escravizado".

93% dos eleitores de Bolsonaro afirmam ao menos ter tomado o esquema vacinal inicial contra a covid-19. Entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT), a porcentagem é de 98%.

A mesma pesquisa também apontou que 46% dos eleitores do atual presidente afirmam ter tomado a dose de reforço da vacina, contra 58% dos que votam em Lula e 66%, em Ciro.

Já sobre o sistema eleitoral, o Datafolha identificou que 40% dos apoiadores de Bolsonaro dizem não confiar nas urnas, contra 24% entre os que afirmam votar em Lula e 13%, em Ciro Gomes.