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Justiça Eleitoral agirá contra milícias digitais nas eleições, diz Moraes

Moraes participou de evento organizado pela OAB na sexta-feira (20) - Rosinei Coutinho/SCO/STF
Moraes participou de evento organizado pela OAB na sexta-feira (20) Imagem: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Do UOL, em São Paulo

21/05/2022 13h03

O vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, afirmou que a Justiça Eleitoral vai agir para barrar a ação de milícias digitais durante as eleições deste ano. Moraes participou de um evento organizado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) nesta sexta-feira (20). O ministro deve se tornar presidente do TSE em agosto, quando substituirá o presidente atual, Edson Fachin.

"O que a Justiça Eleitoral vai garantir é que o voto colocado na urna eletrônica seja o voto computado e que esse voto colocado não sofra coação das milícias digitais. É isso que nós vamos garantir", afirma Moraes.

O ministro disse que as milícias digitais atuam para deslegitimar três pilares das sociedades ocidentais: a imprensa, as eleições diretas e periódicas e o Poder Judiciário independente.

Moraes afirmo que, em 2018, o Judiciário não tinha noção do tamanho das milícias e que elas foram subestimadas. Em 2022, o objetivo é impedir a atuação delas.

"Agora nós conhecemos o mecanismo. O grande desafio vai ser dar uma resposta rápida, para verificar, brecar e sancionar, para não deixar isso proliferar às vésperas da eleição", disse.

De acordo com Moraes, as milícias digitais vão atuar para deslegitimar as eleições independentemente da forma como o pleito seja realizado.

"O problema não é o voto pelo correio, o voto escrito, a urna eletrônica. O problema dessas milícias é atacar a legitimidade das eleições. Pegam o instrumento das eleições e atacam. Se mudar o instrumento, vão continuar atacando para deslegitimar", afirma.

O foco das eleições, para a Justiça Eleitoral, é garantir a lisura do processo. "Pouco importa quem vai vencer as eleições, desde que não utilizem mecanismos fraudulentos, que respeitem a democracia e a Constituição", afirma Moraes.