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PSDB não chega a acordo sobre 3ª via e Aécio propõe nova reunião com Doria

Montagem de fotos do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) e da senadora Simone Tebet (MDB), pré-candidatos à Presidência - Divulgação/Governo de São Paulo e Reprodução
Montagem de fotos do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) e da senadora Simone Tebet (MDB), pré-candidatos à Presidência Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo e Reprodução

Weudson Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Brasília

17/05/2022 21h34

Após reunião realizada hoje em Brasília, a Executiva Nacional do PSDB não chegou a um consenso sobre a pré-candidatura de João Doria à Presidência da República. Com o impasse, a chamada "terceira via" só deve ser definir o nome que encabeçará a chapa depois de a sigla se reunir com o tucano.

"Amanhã nós seguimos o diálogo. Não há movimento a favor ou contra Doria. Há um movimento que é o melhor do ponto de vista coletivo. O gesto de grandeza é o que eu sei que Doria é capaz de fazer: dialogar", diz o presidente do PSDB, Bruno Araújo.

Num novo encontro entre representantes de PSDB, MDB e Cidadania, os líderes dos três partidos terão acesso aos resultados de uma pesquisa encomendada ao Instituto Guimarães Pesquisa e Planejamento, com dados quantitativos (de intenção de votos) e qualitativos (de percepção sobre os nomes apresentados).

A ideia é que essa pesquisa sirva para basear a escolha do nome com mais chances de vencer o presidente Jair Bolsonaro (PL) e ir para o segundo turno com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder das pesquisas de intenção de voto. A possibilidade é rejeitada por Doria, que ameaça acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se for limado em favor de outro nome.

Auxiliares da senadora Simone Tebet (MS) dizem ao UOL que a congressista aposta na rejeição do eleitorado a Doria para se firmar como a cabeça de chapa a ser lançada pelo blocoo formado por MDB, PSDB e Cidadania.

Aliado do ex-governador Eduardo Leite nas prévias do PSDB, o deputado federal Aécio Neves voltou a afirmar hoje que acredita que Doria deva abrir mão de disputar ao Palácio do Planalto.

"O presidente Bruno Araújo continuará conversando com o MDB. João Doria terá duas alternativas: o gesto da grandeza política, que alguns ainda esperam, ou permanecer nesse enfrentamento e aí, obviamente, ele estará assumindo as responsabilidades lá adiante", disse o parlamentar tucano.

Segundo Aécio, a avaliação dentro do PSDB é que a candidatura de Doria "atrapalha" o pleito estadual. "Propus chamar Doria e dizer isso... Pedir que ele tome sua posição. Acredito que ele refletirá e que nós possamos tomar uma posição conjunta no PSDB, e não de forma indireta, com o subterfúgio de uma pesquisa. Não se tira um candidato presidencial com uma pesquisa, se tira com o convencimento, ou então na convenção com a sua derrota", destacou Aécio.