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Pré-candidata do PCB critica chapa de Lula e Alckmin e governo do PT em MG

Pedro Vilas Boas e Matheus Mattos

Colaboração para o UOL

13/05/2022 16h10Atualizada em 13/05/2022 17h25

A pré-candidata pelo PCB ao governo de Minas Gerais, Renata Regina, fez críticas à chapa do PT, com Lula e Geraldo Alckmin (PSB), e ao governo de Fernando Pimentel no estado, também do PT. Ela afirmou, durante sabatina UOL/Folha realizada hoje, que Alckmin é um "inimigo da classe trabalhadora", por isso não apoia a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), onde ele deve figurar como vice.

"O PCB entende que essa opção que se deu pelo PT e setores do PSOL é muito negativa para o processo de luta da classe trabalhadora. Não temos condições de participar dessa coligação, que é uma frente amplíssima. Não é só ampla, com setores da direita e chamando Geraldo Alckmin, um inimigo da classe trabalhadora. A gente não tem por que ter expectativa de que essa frente ampla dê conta de responder aos anseios da classe trabalhadora."

"Vou até confessar uma coisa para vocês, em tom de desabafo. A gente está muito cansado de ter que seguir pelo caminho do menos pior, menos prejudicial. A gente está empenhado, de fato, em construir essa alternativa, que se viabilize eleitoralmente", acrescentou, citando a pré-candidata presidencial do seu partido, Sofia Manzano.

A ideia de defender a democracia, que é um dos pilares da campanha de Lula, foi questionada pela pré-candidata: "Não é tão simples falar sobre a defesa da democracia, se você não tem um programa que propõe de fato a combater os problemas que afligem o povo brasileiro".

Segundo Regina, a melhor forma para derrotar o presidente Bolsonaro é "através da luta organizada da classe trabalhadora, ocupando as ruas e disputando espaços de poder".

O ex-governador do estado Fernando Pimentel (2015-2018) também foi alvo de críticas da pré-candidata. Segundo ela, o tempo de gestão do petista "foi péssimo".

"Não houve avanços para o funcionalismo público, houve parcelamento de salários, de décimo terceiro. Tem algumas pessoas aqui em Minas que o chamam de 'Pimentécio' [referência a Aécio Neves], um apelido autoexplicativo. Ele causa desconforto até entre a militância do partido dele, porque ele tem perspectiva mais liberal", afirmou.

Na disputa eleitoral do governo de Minas Gerais, ela se coloca como única candidata de esquerda, e considera que Alexandre Kalil (PSD) e Romeu Zema (Novo), líderes nas pesquisas eleitorais, não têm "grandes diferenças".

"Setores da esquerda e centro estão tentando colocar Alexandre Kalil como alternativa para a classe trabalhadora mineira. Não entendemos Kalil como alternativa a nada, nem o governo Romeu Zema."

"O Zema tem um projeto ultraliberal, quer privatizar tudo. A gente entende que isso só agrava a situação", disse.

Ela ainda defendeu não pagar a dívida com a União, criticou privatizações e disse que as atuais isenções fiscais agravam a situação financeira de Minas.

Pesquisa Genial/Quaest

Pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje aponta o atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à frente na corrida eleitoral para o governo do estado, com 41% na pesquisa estimulada — quando é apresentada a lista de nomes dos pré-candidatos. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), aparece em segundo lugar, com 30%.

O senador Carlos Viana (PL) aparece em terceiro lugar, com 9% das intenções de voto.

Com 41%, Zema possui mais intenções de voto do que os demais pré-candidatos somados (39%) e, por isso, há a possibilidade de vitória em primeiro turno. No entanto, por conta da margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa aponta a chance de a disputa ir para o segundo turno.

Foram ouvidas 1.480 pessoas entre 7 e 10 de maio. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e registrada na Justiça Eleitoral com o número MG-03191/2022. O nível de confiança, segundo o instituto, é de 95%.