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Alckmin diz que governo Bolsonaro é hipócrita e que Lula combina com chuchu

Herculano Barreto Filho, Lucas Borges Teixeira e Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

07/05/2022 12h11Atualizada em 07/05/2022 16h45

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB) fez um discurso contundente hoje, no lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto. Alckmin criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL) e respondeu aos críticos de sua aliança com o petista. Ele disse que "lula é um prato que cai bem com chuchu" —frase que foi repetida depois pelo ex-presidente— e que ele pode ser tornar um "hit da nossa culinária".

Alckmin será o vice na chapa encabeçada por Lula. O ex-governador está com covid-19 e, por isso, discursou por meio de vídeo. O evento aconteceu no Expo Center Norte, em São Paulo. A previsão do PT era reunir 4 mil pessoas.

Em seu discurso, Alckmin chamou o atual governo de desastroso, perdulário (que gasta demais) e hipócrita. "O Brasil sobrevive hoje ao mais desastroso e cruel governo de sua história", disse.

Perdulário nas despesas públicas, hipócrita no combate à corrupção, despreparado na condução da economia, ineficiente administrativamente e socialmente injusto, e irresponsável. O que é mais necessário constatar para se concluir que o Brasil precisa de mudança?"
Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador de São Paulo

Alinhado com o discurso de Lula, fez um "chamado público às demais forças políticas" para que se unam durante a campanha. De acordo com ele, "as próximas eleições guardam uma perigosa peculiaridade: será um grande teste para a nossa democracia".

Ex-tucano, Alckmin ainda defendeu a alternância de poder. "Sem Lula, não haverá alternância de poder no país. E sem alternância de poder, não haverá garantias para a nossa democracia."

Defesa da chapa

Logo no começo de seu discurso, o ex-governador explicou o motivo de não estar no evento. "Graças às vacinas e ao nosso sistema público de saúde, a doença me causou apenas sintomas leves. Por precaução, me resguardei, e sinto muito não poder estar aí com vocês hoje", afirmou.

Depois, falou sobre sua união com o petista na corrida ao Planalto —os dois eram adversários. "Nada, nenhuma divergência do passado, nenhuma diferença no presente, nem as disputas de ontem, nem eventuais discordâncias de hoje ou de amanhã, nada, absolutamente nada, servirá de razão, desculpa ou pretexto para que eu deixe de apoiar e defender, com toda a minha convicção, a volta de Lula à presidência do Brasil", disse.

Quando o presidente Lula me estendeu a mão, eu vi nesse gesto muito mais do que um sinal de reconciliação entre dois adversários históricos. Vi um verdadeiro chamado à razão."
Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador de São Paulo

Ao defender a chapa, ele disse, dirigindo-se ao petista, que "mesmo que muitos discordem de sua opinião, de que lula é um prato que cai bem com chuchu", ele estará na campanha, como um "parceiro leal". Chuchu é um apelido dado ao ex-governador.

O discurso de Alckmin no telão foi acompanhado com silêncio e respeito pelos militantes. Já habitualmente chamado de "companheiro", foi aplaudido em diversos momentos sob gritos de "é o nosso vice".

Logo depois, Lula reforçou a parceria com Alckmin.

O prato chuchu e lula será um prato extraordinário que vocês podem começar a comer hoje (...) Tem muita, muita energia esse prato, você pode ter certeza disso."
Lula (PT), ex-presidente da República

"Lula e chuchu acho que vai ser o prato predileto em todo o ano de 2022", disse o petista. "Esse prato se tornará o da moda no Palácio do Planalto a partir das eleições", completou.