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Boulos critica troca de domicílio de Moro a hotel: 'Farsa do começo ao fim'

O ex-ministro e Sergio Moro (União Brasil) - Fredy Uehara/LIDE
O ex-ministro e Sergio Moro (União Brasil) Imagem: Fredy Uehara/LIDE

Do UOL, em São Paulo

08/04/2022 19h07

O coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) Guilherme Boulos (PSOL) criticou a transferência de domicílio eleitoral do ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) para São Paulo. Para ele, o ex-juiz é "uma farsa do começo ao fim", devido ao comprovante de residência apresentado por ele.

"O comprovante de residência de Moro em SP é um endereço de hotel. Foi o que ele apresentou à justiça eleitoral pra pedir sua transferência de domicílio", escreveu.

O UOL procurou Moro, por meio de assessoria de imprensa, para saber se ele quer comentar a crítica. Caso haja resposta, essa matéria será atualizada.

A justificativa do ex-ministro para a mudança é por ter estabelecido vínculos políticos na capital paulista, além de considerar a cidade como sua "base política" após a filiação ao Podemos, em novembro do ano passado. Moro já mudou de partido, e agora está filiado ao União Brasil.

À Folha de S. Paulo, a defesa de Moro disse que ele "passa a residir na capital paulista, no Hotel Intercontinental, cumprindo agendas semanais em São Paulo e, valendo-se da cidade como seu hub. Chegadas e partidas, das viagens nacionais e internacionais, sempre da capital."

Hoje, o ex-ministro indicou mais uma vez que está disposto a disputar a corrida eleitoral para a Presidência da República. Moro era presidenciável quando estava no Podemos, e reforçou que não irá concorrer como deputado federal pelo União Brasil.

"Deixei meu nome disponível [no União Brasil]. Não posso ir para um novo partido e dizer 'sou o candidato presidencial'. Mas meu nome está disponível para essa posição ou outra que eles entendam que possamos trabalhar, ou posso ser candidato de nada. O que já disse é que não serei candidato a deputado federal", falou em entrevista ao Atlantic Council.

Mas, segundo o partido, o convite a Moro foi para concorrer à vaga na Câmara dos Deputados ou, eventualmente, ao Senado. Em nota na semana passada, a sigla disse que, caso ele insista em se candidatar à Presidência da República, o partido irá impugnar a sua filiação.