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Papo Preto #28: "Eu represento um bug no sistema", diz Wesley Guimarães

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De Ecoa, em São Paulo

21/04/2021 06h00

Neste episódio do Papo Preto, Yago Rodrigues conversa com o ator soteropolitano Wesley Guimarães. O artista fala sobre sua trajetória até participar das séries "Irmandade" e "Cidade Invisível", produzidas pela Netflix.

Filho de Dona Rose, doméstica, e vindo de uma família de percussionistas, o primeiro contato artístico de Guimarães na infância foi com a música. Passou a tocar em celebrações e participar do grupo de teatro da igreja, e deu continuidade à sua formação na ONG Centro de Referência Integral de Adolescentes em Salvador.

"Foi esse lugar que me formou. Não só artisticamente, mas também como ser humano, como cidadão, formação de identidade, como me portar numa sociedade altamente racista sendo preto, sendo periférico, querendo ser artista", disse (a partir de 4:59 do arquivo acima).

Guimarães começou a atuar profissionalmente ainda na adolescência. Ele conta que estava quase desistindo de viver de arte quando foi escolhido para atuar no longa "Tungstênio" (2018), um divisor de águas em sua carreira. A partir daí, conseguiu os dois trabalhos nas séries da Netflix.

"Costumo dizer que eu represento um bug nesse sistema construído de forma muito bem elaborada para afastar a gente das oportunidades, para colocar muros, para fazer com que a gente não tenha perspectiva", afirmou (a partir de 5:56 do arquivo acima).

Papo Preto é um podcast produzido pelo Alma Preta, uma agência de jornalismo com temáticas sociais, em parceria com o UOL Plural, um projeto colaborativo entre o UOL, coletivos e veículos independentes. Novos episódios vão ao ar todas as quartas-feiras.

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