Energia solar pode ser gerada em casa, mas e a eólica? Também dá!

Observando o vento e contravento em campeonatos pelo mundo, o velejador Claudio Teixeira teve uma ideia que pode transformar uma casa em um pequeno parque de geração de energia eólica. Ele percebeu que poderia usar conceitos da vela de um barco em uma usina e desenvolveu um modelo de turbina, pequena e de baixo custo, que diversifica a forma de produção de energia a partir dos ventos.

A startup Khatavento desenvolveu uma solução que utiliza asas móveis verticais que produzem energia renovável de forma simples. A usina foi desenhada para maximizar a captura do vento em todas as direções.

Fernando Moreira, CEO da startup, explica que, com asas articuladas, a geração de energia supera em cinco vezes a de outros sistemas já estabelecidos no mercado. "Estamos comprometidos a impulsionar a transição para a energia mais sustentável no planeta", diz.

Moreira explica que a tecnologia maximiza a captura do potencial eólico de turbinas de eixo vertical pelo uso de asas articuladas que se movem com o fluxo do vento, em todas as direções, aumentando a área de captura e minimizando as áreas de resistência à rotação. Ou seja, asas flexíveis vão alcançar o vento de qualquer direção.

Energia eólica na cobertura

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Imagem: Reprodução

Por essas características, a turbina tem um aumento significativo do torque - que nada mais é do que a velocidade de arranque da rotação - em relação ao das turbinas de asas fixas, e isso ainda permite a captura do vento com baixa velocidade, trabalhando com rotações mais baixas.

Então é uma opção bastante competitiva para áreas pequenas, com ventos de baixa, média e altas intensidades como "rooftops" de prédios em grandes centros.
Fernando Moreira

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A principal aposta do invento é contribuir para a diversificação das fontes de energia renovável ao otimizar a geração de energia eólica e permitir a implementação do sistema em espaços urbanos limitados. "Isso tem um impacto positivo no meio ambiente, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa", diz o empreendedor.

As turbinas de asas articuladas são fabricadas com materiais de fácil manutenção e acesso, como alumínio, aço e fibra de vidro. A sua manutenção também é simples e de baixo custo. A Khatavento está trabalhando há cinco anos no desenvolvimento da tecnologia, já recebeu investimentos da ordem de R$ 5 milhões e registrou duas patentes.

Viável e de baixo custo

"É uma solução altamente escalável, você poderá instalar na sua residência ou escritório uma ou mais turbinas de forma combinada", diz Moreira. "Além disso, poderemos também instalar em conjunto com placas solares, a nossa ideia é de facilitar a utilização, seja ela somente com turbinas eólicas ou em conjunto com diversas tecnologias."

O velejador Claudio Teixeira, que idealizou o sistema observando os ventos
O velejador Claudio Teixeira, que idealizou o sistema observando os ventos Imagem: Reprodução

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Como as turbinas ainda não estão sendo produzidas em escala para o mercado, não há uma estimativa de quanto o sistema poderá custar, mas o empreendedor garante que será simples e acessível.

O consumo médio de uma família de três pessoas costuma ser, em média, de 3300 kWh por ano, portanto entendemos que uma de nossas usinas com 3,5 m de altura atenda a demanda. O excedente de energia poderá ainda ser vendido para a concessionária local de energia.
Fernando Moreira

A startup está agora aprimorando um gerador para trabalhar em conjunto e captando investimento para a produção industrial do sistema, além de trabalhando para firmar parcerias com outras empresas para acelerar o alcance de mercado. Para saber mais, acesse o site do projeto.

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