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Artista cria esculturas submersas e chama atenção para ecossistema marinho

Escultura do Museu Subaquático de Cannes - Divulgação
Escultura do Museu Subaquático de Cannes Imagem: Divulgação

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

22/03/2021 04h00

Talvez você já tenha se deparado com o nome de Jason deCaires Taylor em alguma Bienal de Arte pelo mundo. O inglês, que atua como escultor, ambientalista e fotógrafo, começou a ganhar notoriedade ao unir arte e conservação ambiental em instalações submersas que se transformam em recifes para milhares de espécies marinhas.

Sua empreitada mais recente é o Museu Subaquático de Cannes, inaugurado em fevereiro. A instalação reúne seis retratos tridimensionais monumentais, cada um com mais de dois metros de altura e 10 toneladas, perto da ilha de Sainte-Marguerite, na costa de Cannes, na França, e levou mais de quatro anos para ser desenvolvida.

Localizadas a uma profundidade de dois a três metros, as obras estão em uma área de areia branca na parte sul protegida da ilha. A pouca profundidade e a proximidade com a costa tornam o local facilmente acessível a visitantes e as águas cristalinas fornecem as condições ideais para mergulho com snorkel.

O local escolhido para as esculturas era anteriormente uma área de infraestrutura marinha desativada. De acordo com o artista, parte do projeto consistiu em uma limpeza significativa do local, que removeu detritos marinhos, como motores antigos e dutos, para criar um espaço para a instalação de obras de arte especificamente projetadas, utilizando materiais com Ph neutro, para atrair a fauna e a flora marinhas, incluindo espécies como a possidônia oceânica.

A possidônia oceânica é uma espécie de angiosperma marinha endêmica do Mar Mediterrâneo considerada de grande importância para a conservação ambiental da região devido à quantidade de oxigênio que produz. Com isso, segundo o artista, o objetivo é chamar a atenção para o oceano como um ecossistema delicado que necessita urgentemente de proteção.