PUBLICIDADE
Topo

Terreno baldio vira horta para alimentar pessoas em vulnerabilidade social

Horta Comunitária São Francisco ocupa terreno ocioso no DF - Divulgação/ Instituto Inclusão
Horta Comunitária São Francisco ocupa terreno ocioso no DF Imagem: Divulgação/ Instituto Inclusão

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

18/01/2021 12h05

Um terreno ocioso em São Sebastião, perto de Brasília, deu lugar a uma horta comunitária com 750 mil m² para produzir alimentos cultivados sem agrotóxicos destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa do Instituto Inclusão em parceria com a comunidade da Capela São Francisco e a Subsecretaria de Segurança Alimentar do GDF tem o intuito de fortalecer a consciência nutricional dos acolhidos em suas Casas de Passagens e já está servindo de modelo para ações semelhantes em outras regiões.

"Além de alimentar cerca de 100 pessoas acolhidas em nossas unidades, nós entendemos que a Horta Comunitária São Francisco seria uma alternativa para trabalhar questões de ordem psicológica e emocional", diz o assistente social Natanael da Marcena Costa, coordenador de atividades do Instituto Inclusão, que atua há 18 anos no terceiro setor.

Trabalhar na horta me ensinou a ajudar, a plantar e a colher. A horta preencheu um vazio que eu tinha dentro do meu coração. Se eu planto coisas boas, eu colho coisas boas. É um orgulho ver os pés de alface crescerem

Junio Souza Lopes, 19 anos, acolhido pelo Instituto Inclusão

Natanael afirma que, no início, foram plantadas 600 mudas. "Em dois meses deu muito certo. Já fizemos duas colheitas. Agora vamos plantar o triplo", diz.

O Instituto atua também no Recanto e na Ceilândia, no Distrito Federal, e em cada uma dessas regiões vai ser implantada uma horta comunitária que ficará sob a responsabilidade dos acolhidos, que vêm do sistema prisional, manicomial ou estavam em situação de rua por terem perdido o emprego ou a casa durante a pandemia.

Troca de experiência

"Ao trabalhar na horta, muitos acolhidos ficam mais calmos, aprendem técnicas de agricultura. Outros que já moraram em roça têm experiência e ensinam o próximo. Além disso, trabalhamos nas oficinas a importância da alimentação saudável", diz o assistente social.

O próximo desafio, agora, será manter um sistema de irrigação. Por isso, os responsáveis estão avaliando desenvolver um projeto de coleta da água da chuva, com a construção de uma cisterna que capte água dos telhados, para auxiliar no período da seca.