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Startup repassa 257 mil roupas e economiza 553 milhões de litros de água

Parceria entre Malwee e Repassa pretende mitigar os impactos da indústria da moda no meio ambiente - Divulgação
Parceria entre Malwee e Repassa pretende mitigar os impactos da indústria da moda no meio ambiente Imagem: Divulgação

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

19/10/2020 12h00

É possível imaginar um mundo com menos resíduos? Se depender de algumas marcas e profissionais do mercado de moda, a resposta é sim. A partir de uma mudança de olhar, empresas brasileiras vêm se posicionando de maneira a reduzir efetivamente o impacto da indústria têxtil, um segmento responsável por 20% da poluição da água do planeta.

Desde que foi criada em São Paulo pelo empresário Tadeu Almeida, em 2015, a startup de moda consciente e brechó online Repassa já garantiu um novo dono a 257 mil peças de roupas. Isso representa uma economia de mais de 553 milhões de litros de água e 13 milhões de Kw/h de energia.

A empresa acaba de anunciar a ampliação de sua parceria com a Malwee, que está entre as 20 mais transparentes do mundo segundo o Índice de Transparência na Moda de 2019. A marca catarinense, inclusive, adotou recentemente o projeto Moda Sem Ponto Final, reforçando a ideia de que as peças devem durar mais de uma estação.

Na parceria, o Repassa transforma roupas usadas dos clientes da Malwee em créditos para serem utilizados nas lojas da rede e no e-commerce da marca. Ao mesmo tempo, até o final do ano, a marca catarinense enviará sacolas do Repassa a todos os clientes que fizerem compras no e-commerce, como forma de estímulo para que eles repassem as peças que estão paradas no guarda-roupa. O brechó online remunera o dono da roupa usada por 60% do valor comercializado.

A iniciativa faz parte do "Parceiros do Bem", plataforma de soluções de impacto positivo do Repassa. Segundo o brechó, esse tipo de ação é estratégica para conscientizar o mercado. Já a marca catarinense reforça que a iniciativa evita que novas peças sejam colocadas no mercado de forma desenfreada e prejudicial ao meio ambiente.