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Empresas que mudam

Saiba quais são as tendências de sustentabilidade pós-Covid nas empresas

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

15/10/2020 04h00

Sustentabilidade não é um assunto novo, mas algumas tendências que vêm sendo discutidas há algum tempo ficaram muito claras durante a pandemia de coronavírus. Todas elas estão detalhadas em um novo estudo desenvolvido pela Ideia Sustentável apresentado em uma live na quarta-feira (14) e disponível no vídeo acima. As informações foram levantadas durante os web fóruns Líder 2030 Talks e CEO com Propósito, realizados pela Plataforma Liderança com Valores.

O relatório pode ser acessado gratuitamente no site da Ideia Sustentável, que preparou uma série de verbetes explicando os termos que estão mais em alta para quem não está familiarizado com todos eles. A seguir, saiba quais são as 11 tendências de sustentabilidade no pós-Covid.

1 - Propósito antes do lucro

É quase que um lema para a redefinição do capitalismo que vai no sentido de nomeá-lo como "capitalismo de stakeholder", não voltado apenas aos interesses dos investidores ou donos das empresas, mas para compartilhar o resultado com todos os públicos de interesse

2 - Humanos tratados como humanos e não mais meros recursos

Tendência que ficou muito clara durante a pandemia, trata do retorno das relações empáticas em empresas. O altruísmo e a relação com o outro voltaram. A ideia é tirar o humano da condição de ser exclusivamente econômico. Empresas que cuidam das diferenças tratam humanos como humanos e não como meros recursos.

3 - Menos competição e mais cooperação na construção de respostas para os dilemas da sociedade

De acordo com o estudo, esta tendência surgiu como grande novidade nos últimos meses. Ela ganhou força na pandemia, mostrando que houve menos competição e mais cooperação pelo bem comum. Diante da vulnerabilidade, da necessidade de mostrar confiança, as empresas superaram pequenos melindres de competição e juntaram esforços para fazer ações como construir um hospital e entregar para o setor público, por exemplo.

4 - Ascensão da noção de interdependência

Está na base do entendimento do conceito de sustentabilidade. Observamos que estamos interligados, somos uma grande rede e nossas escolhas determinam impacto para alguém do outro lado do planeta. Em alta: consumo consciente, pessoas escolhendo marcas a partir do compromisso delas com a solução de problemas, ativismo de stakeholder e a noção de que prosperidade é bom se for para todo mundo.

5 - Maior transparência gera mais confiança

Passamos da transparência para a hipertransparência. É o confronto de duas ideias de mundo: uma mais pragmática, que colocou a economia à frente da vida humana. E a outra, ao contrário, que se comunicou com a sociedade e ficou entre as mais queridas. Em alta: ativismo empresarial, aplicativos de consumo consciente, comunicação de causas como elemento definidor das empresas.

6 - Investimento social privado cada vez mais estratégico

Muita gente acha que isso pode virar tendência de empresas se reunirem para juntar recursos e atacar questões estruturais do Brasil. Vimos durante a pandemia que as empresas têm capacidade de levantar recursos para o enfrentamento de uma doença e podemos olhar para esse investimento social privado pensando nos temas estruturantes.

7 - A urgência da regeneração

Apenas zerar impactos não é mais suficiente para nos tirar da rota de mudança climática e esgotamento crescente de recursos naturais. Zerar não bastará. É preciso que empresas invistam na regeneração do ponto de vista social e ambiental. Empresas terão de dar um passo à frente e investir em inovações disruptivas de tecnologia, economia circular, tratar a água como o novo carbono, investir em inteligência artificial em processos produtivos em agricultura (agricultura celular)

8 - Negócios como parte da solução e não parte do problema

Mudança climática nunca foi um tema do brasileiro médio. A pandemia trouxe uma sensibilidade maior para esses grandes fenômenos que podem prejudicar e inviabilizar a existência humana na Terra. Em alta: manutenção das florestas em pé, precificação de recursos naturais, armazenamento de energia, desmaterialização e circuito fechado, eletrificação das frotas de transporte urbano, arquitetura e construções sustentáveis.

9 - Reputação baseada em valor compartilhado

Durante os últimos 20 anos, quando as métricas se sofisticaram e passamos a ter medidores de reputação, teve ênfase na familiaridade com o produto e a marca e nas relações gerais dela com a sociedade. Após a pandemia teremos elementos de ESG (critérios Ambientais, Sociais e de Governança) ganhando peso na mensuração da reputação. Empresas tradicionais já estão revendo as métricas. Veremos as empresas atuando nas causas de interesse público.

10 - Liderança orientada por valores

É a ascensão de um novo tipo de liderança. O que está acontecendo agora com sustentabilidade não é uma novidade que a pandemia acelerou. É um movimento que vem acontecendo e nesse momento culmina com a ascensão dos millenials ao poder —de investidor, de controlar empresas, de gerir empresas, e como consumidores. Eles já entenderam com que tipo de empresa querem se relacionar, e elas são as mais sustentáveis.

11 - Atenção maior às mudanças climáticas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos do aquecimento global causarão 250 mil mortes adicionais por ano até 2030. Além de mitigar as causas principais, será necessário construir um sistema econômico mais justo. Em alta: revalorização da empatia, escuta afetiva, relações mais horizontais, preocupação com o outro, cuidado com meio ambiente, ética e transparência e capacitação focada em valores e atitudes.

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