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Guerreiras Indígenas de Rondônia arrecadam doações para combater Covid-19

Reunião de integrantes da Associação das Guerreiras Indígenas de Rondônia - Divulgação
Reunião de integrantes da Associação das Guerreiras Indígenas de Rondônia Imagem: Divulgação

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

09/09/2020 12h00

A pandemia afeta diretamente a renda dos povos indígenas. Muitas famílias dependem da venda de produtos agrícolas e do artesanato produzido pelas mulheres na floresta para sobreviver. Neste momento, sem poder sair de suas comunidades, muitas delas precisam contar com o auxílio de organizações como a Associação das Guerreiras Indígenas de Rondônia, que reúne mais de 500 mulheres indígenas de diferentes etnias.

O principal intuito da AGIR é atuar pelo protagonismo da mulher indígena na luta por território, mas o grupo marca presença com atividades em diferentes frentes, diz a coordenadora Maria Leonice Tupari, sobre a associação criada há exatos cinco anos no município de Cacoal, em Rondônia.

"Antes a gente tinha uma articulação dentro do estado, mas não tínhamos alguém que nos representasse nas instâncias maiores. Nós buscamos uma política pública efetiva voltada às mulheres indígenas, de uma forma que elas sejam realmente contempladas", afirma.

Durante a pandemia de Covid-19 a Associação das Guerreiras Indígenas de Rondônia criou uma campanha online para arrecadar fundos com o objetivo de comprar cestas básicas, equipamentos de proteção individuais (EPIs) e suprir eventuais necessidades que surgirem nas comunidades de Rondônia e no sul do Amazonas.

"Também trabalhamos com a prática do artesanato para o fortalecimento da cultura e da renda familiar", destaca Leonice. Recentemente, a associação criou a loja Tecê-Agir para oferecer os produtos online e quer ampliar o alcance das vendas.

Como ajudar?

Acesse o site da Vakinha para apoiar a AGIR nas ações de enfrentamento à Covid-19 na floresta.