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"Game do motoboy" ajuda a arrecadar doações para 2 mil famílias

Imagem do jogo "Sobrevivendo ao Coronavírus" - Divulgação
Imagem do jogo "Sobrevivendo ao Coronavírus" Imagem: Divulgação

Carina Martins

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

26/05/2020 18h31

O Dia do Orgulho Nerd, comemorado na última segunda (25), foi o pretexto ideal para o lançamento de uma simpática e criativa forma de divulgação: o game Sobrevivendo ao Corona.

Criado por Andreza Delgado, uma das fundadoras do Perifacon, e pelo designer e programador Rafael Braga, o jogo dá visibilidade ao projeto de mesmo nome, e tem um QR para doações diretas, além de, segundo os criadores, "homenagear os motoboys que estão trabalhando intensamente durante o isolamento social causado pela covid-19".

Andreza Delgado, uma das fundadoras do Perifacon - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Andreza Delgado: "a gente tenta atender quem não consegue ser assistido pelas ONGs"
Imagem: Arquivo Pessoal
A forma de divulgação, no entanto, não é a única coisa original do projeto. Aparentemente igual a tantas, a iniciativa que compra e distribui cestas básicas, kits de higiene e livros/HQs para famílias da periferia de São Paulo tem o importante diferencial de focar em lugares e pessoas onde a assistência não chega, em um esquema organizado para ser capaz de atender demandas nominais.

Incomodada com o apagão assistencial de certas áreas da cidade de São Paulo — onde até a cobertura emergencial de ONGs e coletivos é precária e não há sequer associação de moradores — a criadora de conteúdo de 24 anos fez um chamamento entre amigos e seguidores de suas redes. Conseguiu 30 voluntários que trabalham nas diversas áreas do projeto.

Rafael Braga, designer e programador - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
O programador Rafael Braga, co-criador do game que divulga projeto de doações
Imagem: Arquivo Pessoal
Organizado em um sistema de caronas -- qualquer pessoa com um carro pode se inscrever e adotar uma rota --, o Sobrevivendo ao Corona consegue atuar de maneira espalhada e pontual pela cidade, sem precisar focar em regiões específicas. Isso permite uma assistência individual das famílias inscritas, pessoas que muitas vezes ficam de fora de ações organizadas porque a logística dificulta que a ajuda chegue até elas.

A gente tenta atender quem não consegue ser assistido pelas ONGs. A cidade de São Paulo é enorme, e o trabalho muito necessário e importante das ONGs acaba não atendendo a todo mundo. A gente nem se chama de ONG, somos só um grupo de amigos. A ideia é ser um auxílio a mais para o pessoal que já está fazendo esse trabalho maravilhoso

Andreza Delgado, co-criadora do jogo

Desde o fim de março, o projeto já atendeu mais de mil famílias cadastradas na primeira fase; e estão em fase de arrecadação e distribuição de doações para mais mil cadastradas na segunda onda. "Cada cadastro, na verdade, corresponde a muitas pessoas. Às vezes é uma família, às vezes é uma ocupação". A ideia é que, uma vez atendidas essas demandas, o grupo abra uma terceira fase de inscrições.

Para conhecer mais, doar ou inscrever-se na carona solidária, clique aqui: https://linktr.ee/sobrevivendo_ao_corona