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Pesquisadores da Unicamp sabem como salvar 1,3 vida/minuto; e você também

Drone filma região da Rua 25 de Março, em São Paulo - Divulgação/Secreteria Municipal de Segurança de SP
Drone filma região da Rua 25 de Março, em São Paulo Imagem: Divulgação/Secreteria Municipal de Segurança de SP

Carina Martins

Colaboração para Ecoa, de São Paulo

12/05/2020 17h10

Pesquisadores da Unicamp descobriram como salvar mais de uma pessoa por minuto nesta pandemia. Um doce para quem acertar o milagre: sim, é ficar em casa. O anticlimático das evidências é ser essa coisa chata que continua na mesma todos os dias, factuais, sem nenhum talento para o ritmo das redes sociais. Hoje, mais uma vez, está provado o que todos sabem, ainda que alguns não gostem: a única forma eficaz de combate à pandemia é o isolamento social.

Nas próximas duas semanas, se a população respeitar as medidas, 1,3 vida por minuto será salva, segundo o estudo Vidas Salvas, feito pelos matemáticos da Unicamp Paulo J. S. Silva e Claudia Sagastizábal, em parceria com o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) da USP (Universidade de São Paulo). "Essa é uma estimativa do número de vidas que serão salvas no país por termos mantido o isolamento social na última semana e se continuarmos firmes nos próximos 14 dias", explicam os autores da pesquisa. "O número cresce muito rapidamente à medida que os dias passam, enfatizando a necessidade de medidas de mitigação", completam.

Diariamente, Ecoa selecionará boas notícias como essas para te ajudar a ter um pouco de esperança e mais informação no meio da pandemia de Covid-19.

Fake news vigiada

Tem funcionado bem o sistema de alerta de notícias falsas no Instagram. Hoje, uma publicação do presidente da República foi ocultada e marcada com o aviso de que aquilo que havia sido postado por ele era mentira. A publicação original minimizava as mortes por Covid-19 no Ceará, dizendo ter havido menos óbitos causados por doenças respiratórias no Ceará entre 16 de março e 10 de maio deste ano do que no mesmo período de 2019. A publicação original usava os dados falsos para alimentar dúvidas sobre a gravidade da pandemia, dizendo que havia "algo muito estranho no ar".

A Agência Lupa analisou a informação e verificou que era falsa. "Além de estarem desatualizados, os números citados no post incluem erroneamente mortes por outras causas, que não têm nenhuma relação com problemas respiratórios", afirmou. O Ceará, sozinho, tem hoje mais mortos pela doença do que 141 países do mundo.

Desde março, o Instagram passou a trabalhar com parceiros independentes na verificação de postagens para minimizar a disseminação de "fake news" na rede social, tida como de alto risco na disseminação de boatos.

Dia da Enfermagem

No dia internacional de uma das mais profissões mais abnegadas e desgastantes que existem, o Universa fez um bonito especial acompanhando a rotina de enfermeiras em alas de infectados pelo coronavírus em dois grandes hospitais de São Paulo. Frieza para agir, afeto para cuidar, coragem para estar presente e medo por serem humanas: esses foram os sentimentos retratados em Corações de Ferro.

A vida segue

O medo e o isolamento não afetaram a maior doadora de leite materno do Brasil. Os bebês continuam nascendo, e Michele Rafaela Maximino, mãe de João Gabriel, de 3 meses, continua doando. São, em média, entre 8 e 10 litros de leite materno por semana que ela, sozinha, envia para bebês que internados na UTI da Maternidade Jesus do Nazareno, em Caruaru (PE).

"Eu queria que as mães não tivessem medo de doar o seu excesso nestes tempos de coronavírus. Porque não parou de nascer bebê prematuro. Eles ficam na UTI vários dias, até meses, e precisam desse leite materno. Na pandemia, a pessoa tem que ser mais solidária. Se tem, tem que doar, não jogar fora. É só se proteger e doar", diz.