Viajar para transformar

Roteiros que ajudam a preservar o meio ambiente e fortalecem as comunidades locais

Rachel Verano de Ecoa
ME to WE Trips/UOL

O que há em comum entre férias em um bangalô erguido sobre palafitas nas Maldivas, onde as diárias custam mais de mil dólares, e uma incursão pelos confins da Amazônia para dormir na rede, tomar banho no rio e aprender a fazer artesanato com os índios? A resposta poderia ser muito pouco ou quase nada, mas a verdade é que, na base dessas duas propostas de viagem, está a busca por experiências autênticas, focadas em práticas tradicionais do destino e enriquecidas pelo contato imersivo com a população local.

Só isso já seria o suficiente para apontar na direção de um consumo consciente no universo das viagens. Mas, nos dois casos, as práticas vão além: as refeições são preparadas com ingredientes cultivados no quintal, os passeios são conduzidos por membros das comunidades locais e há uma preocupação constante com as pegadas que se deixa no meio-ambiente.

Bem-vindos ao universo do turismo sustentável - ou turismo responsável, a mais recente designação mundial para o termo. Um tipo de turismo onde a presença do viajante é uma ferramenta afiada não apenas para o desenvolvimento sócio-econômico local, mas também para a preservação da cultura e da natureza. Muitas vezes associado ao ecoturismo, ele agora atinge outras searas há até bem pouco tempo inimagináveis, inclusive o segmento de alto luxo.

"O turismo sustentável não é turismo de nicho, não é sinônimo de viver na natureza, acampar, se besuntar de repelente, fazer cocô no saquinho e sair carregando ele na mochila, esses clichês", diz Claudia Carmello, co-fundadora e diretora da Garupa, ONG dedicada à sustentabilidade no turismo que lançou o Guia Garupa do Brasil Autêntico, uma coletânea com as 40 melhores opções de viagens do bem pelo país. "Todo e qualquer tipo de turismo - urbano, de luxo, gastronômico, cultural, de esqui, em resort - pode ser sustentável, pode ser feito com menos impacto negativo e, principalmente, mais impacto positivo no lugar."

Confira a seguir oito experiências - das Maldivas à Amazônia, passando pela África e pela América Central - para quem quer fazer a diferença enquanto viaja.

Ana Gabriela Fontoura/UOL Ana Gabriela Fontoura/UOL

De ilha em ilha na Amazônia

Que tal caminhar em meio a uma plantação de priprioca? Acompanhar o desenvolvimento do biribás no pé? Ou provar o sabor doce do bacuri? Entre uma atividade e outra com esses protagonistas de que você provavelmente nunca ouviu falar (raízes e frutas nativas da Amazônia), tem mergulhos em igarapés, conversas na rede, banhos de cheiro, pores do sol mágicos no rio. Ao longo de seis dias, a proposta é embrenhar-se pela zona ribeirinha de Belém, pontilhada por mais de 40 ilhas. Os anfitriões serão membros das comunidades locais, muitas vezes ligados a projetos sociais como o Movimento das Mulheres das Ilhas de Belém, que abrem suas casas, sítios e pedacinhos da natureza para trocar experiências, técnicas e conhecimentos ancestrais. Placa vermelha no mastro pelo caminho do barco? Sinônimo de açaí fresco à venda! Oficina de artesanato de sementes, produção de farinha de mandioca e fabricação caseira de chocolate ao lado da plantação de cacau também fazem parte do roteiro, que inclui ainda uma visita ao mercado Ver-O-Peso e aos marcos históricos da capital.

Experiência: seis dias pela Belém ribeirinha

Quem leva: Estação Gabiraba, operadora especializada no turismo de base comunitária

Quanto custa: desde R$ 3.350 por pessoa, a partir de Belém

Como você ajuda: O turismo comunitário proposto pela Estação Gabiraba passa pelo empoderamento das comunidades locais, em um modelo de negócio onde todos saem ganhando. Quem dita as regras, aqui, são os comunitários - que não apenas conduzem os passeios e as vivências, mas também participam da elaboração dos roteiros e, inclusive, das decisões sobre custos e orçamentos. Com uma fonte de renda extra, a preservação do meio-ambiente e dos hábitos locais é uma consequência imediata.

Ana Gabriela Fontoura/UOL

Viajar nos deixa modestos. Você vê que lugar minúsculo você ocupa no mundo.

Gustav Flaubert

Stephen Bures/UOL Stephen Bures/UOL

Luxo pé no chão nas Maldivas

O dia pode começar com café da manhã na varanda - no caso, o deck da piscina privativa debruçada sobre um mar de águas transparentes. Seguir com massagens no spa, mergulho com raias gigantes, piquenique numa ilha deserta. E terminar com um churrasco de lagosta entre velas e tochas na areia da praia. O Six Senses Laamu é um dos resorts mais exclusivos não apenas das Maldivas, mas do mundo. É, também, um dos mais sustentáveis. Trata-se do mais antigo integrante do grupo que é considerado o grande líder da indústria hoteleira mundial no quesito. Seja nas Maldivas, no Butão ou na Turquia, os 21 resorts sob a chancela Six Senses são a prova de que alto luxo e sustentabilidade podem andar de braços dados. Canudos e embalagens plásticas já não entram nos hotéis da rede há anos, mas em 2022 todo e qualquer plástico será banido. A água consumida nas suas premissas é produzida e engarrafada in loco, em embalagens de vidro. Todas as unidades têm a própria horta orgânica, uma folha de pagamento formada por uma maioria esmagadora de locais, utiliza materiais renováveis nas construções, defende a preservação dos hábitos culturais das regiões onde está instalada e tem até um fundo de sustentabilidade para investimentos em projetos espalhados pelo mundo, para onde destina percentuais de suas receitas anuais - em 2018, o valor acumulado para esse fim foi de US$ 635 mil.

Experiência: férias de sonhos nas Maldivas

Quem leva: Six Senses Laamu

Quanto custa: diárias desde ? 1.050

Como você ajuda: Ao se hospedar nos hotéis Six Senses, automaticamente você estará apoiando causas sustentáveis, como o consumo consciente e praticamente autossuficiente de energia, o manejo de resíduos sólidos, a abolição do uso de plásticos, o emprego de mão de obra local, o consumo de produtos biológicos cultivados na horta. Além disso, o grupo destina parte dos lucros para projetos de impacto imediato - no caso de Laamu, merece destaque a campanha Protect Maldivas Seagrass, de preservação das ervas marinhas do arquipélago, comumente extraídas pelos resorts da região por razões estéticas. O resultado foi imediato: desde o início das operações, já se vêm mais tartarugas e raias por todo canto!

Philip David Clark & Antony Paul Clark/UOL

O destino de alguém nunca é um lugar, mas uma nova maneira de ver as coisas.

Henry Miller

Village Ways - India/UOL Village Ways - India/UOL

Trekking com os últimos pastores do Himalaia

Todos os anos, entre os meses de abril e maio, os Anwals, tradicionais pastores de cabras e ovelhas das pequenas vilas do Himalaia entre o norte da Índia e o Tibet, se prepararam para o maior desafio de suas vidas: uma longa caminhada rumo a geleiras em busca das pastagens mais verdejantes das montanhas mais altas. Trata-se de uma cada vez mais rara e árdua jornada de sobrevivência que dura oito meses e meio até a volta para casa, no outono, quando as monções dão trégua. Conduzindo o rebanho de diferentes famílias da sua vila de origem, cada pastor leva cerca de mil animais. Pelo caminho, campos, cachoeiras e picos cobertos de neve enfeitam a paisagem. Este roteiro propõe uma imersão nas tradições do Himalaia indiano, passando por pequenas vilas dos vales Saryu e Pindar e acompanhando, ao longo de dois dias, o deslocamento dos últimos pastores da região e seus animais, feito da mesma maneira há gerações e gerações, com direito a acampamento sob as estrelas e muitas histórias.

Experiência: 11 noites com trekking no norte da Índia

Quem leva: Village Ways, operadora de turismo de base comunitária especializada em incursões pelas aldeias do Himalaia na Índia, no Nepal e no Butão

Quanto custa: desde £1.056 por pessoa, a partir de Délhi

Como você ajuda: Ao ser recebido pelas famílias e ter contato direto com a vida nas típicas aldeias do Himalaia indiano, você ajuda a sustentar as tradições e o dia a dia das comunidades através de um turismo acolhedor e de baixo impacto, que gera um fluxo de renda adicional e oportunidades de emprego. Atenção: o turismo não tem como objetivo substituir atividades tradicionais, mas apenas proporcionar uma renda extra para que as pessoas possam continuar a exercer suas atividades sem precisar migrar ou ir atrás de outras oportunidades.

Village Ways - India/UOL Village Ways - India/UOL

O consumidor, "o turista", é uma das pessoas que podem ter o maior impacto positivo em toda a cadeia a partir das suas opções de consumo.

Anna Carolina Lobo, da WWF Brasil

Paula Arantes/UOL Paula Arantes/UOL

Vivendo com os índios no Médio Rio Negro

Reza a lenda que um grupo de guerreiros, em tempos imemoriais, teria saído das terras da Colômbia para entrar em guerra contra uma serra localizada do outro lado do Rio Negro. Quando amanheceu o dia, os guerreiros, por feitiço, haviam se transformado em pedras - e lá estariam até hoje: montanhas imponentes que emergem da imensidão verde da floresta amazônica. É esse o cenário das expedições Serras Guerreiras de Tapuruquara, uma iniciativa que nasceu da parceria da Garupa, ONG dedicada ao desenvolvimento do turismo sustentável no Brasil, com o Instituto Socioambiental (ISA), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e a Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (ACIR), com o apoio da Funai. Há dois roteiros possíveis, ambos com duração de 10 dias: Iwiterra, de perfil mais aventureiro; e Maniaka, de vertente mais cultural. Em ambos, mergulha-se no dia a dia da região habitada por oito etnias do Médio Rio Negro. Os viajantes dormem em redes nas comunidades indígenas, tomam banho de rio, passeiam em canoas tradicionais, fazem trilhas pela mata guiadas pelos índios, aprendem práticas milenares de agrofloresta, preparam os alimentos típicos e participam não apenas de oficinas de artefactos à base de fibra e cerâmica, como também das emocionantes festas locais.

Experiência: 10 dias com os índios na Amazônia

Quem leva: Serras de tapuruquara.org/

Quanto custa: R$ 6.969 (expedição Iwitera) e R$ 6.810 (expedição Maniaka), a partir de Manaus

Como você ajuda: Ao vivenciar o cotidiano das comunidades e participar das suas atividades tradicionais de dia a dia, você contribui de maneira direta para a preservação não apenas do patrimônio natural, mas também cultural da Amazônia, além de apoiar a estruturação do turismo comunitário, que é uma alternativa para o desenvolvimento sustentável da região na medida em que fortalece uma prática que gera renda e ao mesmo tempo preserva, sendo uma forte alternativa a práticas ilegais ou predatórias, como a mineração e outras atividades que promovem o desmatamento.

Paula Arantes/UOL Paula Arantes/UOL

A viagem é muito mais recompensadora quando deixa de ter que ver com a nossa chegada a um destino e se torna indistinguível de vivermos a nossa vida.

Paul Theroux

ME to WE Trips/UOL ME to WE Trips/UOL

Entre o Quênia e a Tanzânia

A cena de repete ano após ano entre os meses de junho e outubro: cerca de um milhão e meio de gnus selvagens, acompanhados de milhares de zebras, protagonizam, entre as terras da Tanzânia e do Quênia, aquela que é considerada a maior migração de animais selvagens do mundo. No meio do caminho está a fascinante Reserva Maasai Mara, terra de guerreiros viris e vida selvagem abundante. Que tal ter a oportunidade de assistir a um dos maiores espetáculos naturais do planeta e, de quebra, fazer parte do dia a dia das comunidades da região? Ao longo de uma semana, os viajantes ficam hospedados em um acampamento de luxo, mas participam de uma série de atividades protagonizadas pelos habitantes locais: acompanham as respeitadas mamas da comunidade na busca de água, visitam escolas e hospitais, conhecem um jardim de plantas medicinais... E também participam de conversas em torno de temas de gênero e transformações culturais na comunidade, visitam mercados e frequentam oficinas de beading, o lindo artesanato local.

Experiência: 7 dias na Reserva Maasai Mara, no Quênia

Quem leva: ME to WE, o braço de viagens sustentáveis da WE Charity, organização canadense voltada para o desenvolvimento holístico e sustentável de comunidades pelo mundo.

Quanto custa: desde US$ 6.295, a partir de Nairobi

Como você ajuda: As viagens ME to WE acontecem sempre em destinos contemplados pelas ações de desenvolvimento sustentável da We Charity, que, além de soluções holísticas, implementa escolas, hospitais e outras ferramentas eco-friendly. Cerca de 90% dos lucros das viagens são doados à instituição para apoiar diretamente esses projetos das comunidades.

ME to WE Trips/UOL

O turismo responsável, na verdade, é um turismo que não é alienado. Ele estabelece uma conexão mais profunda com o lugar, transformando o ?vá antes que acabe? em ?vá para que não acabe.

Claudia Carmello, Garupa

Divulgação Divulgação

Peru raiz

Na chegada, recepção com chá orgânico cultivado no quintal. No restaurante, frutas, legumes e até mel vindos diretamente da horta biológica. No spa, tratamentos à base de quinoa ou folhas de coca, com diferentes extratos perfeitos para estimular a circulação e eliminar as impurezas. Imerso em uma reserva de 5 hectares de montanha aos pés de uma das mais famosas atrações da América Latina, o Inkaterra Machu Picchu Pueblo Hotel é o melhor cartão de visitas do grupo Inkaterra, pioneiro no turismo sustentável no Peru. Fundado em 1975, a rede de hotéis e lodges, hoje com sete unidades no país, se apoia em dois pilares principais para oferecer experiências autênticas aos turistas: a conservação do meio-ambiente e a preservação das culturas nativas. Todas as unidades adotaram práticas agrícolas sustentáveis e tradicionais e mantêm uma equipe de biólogos e guias à disposição dos hóspedes. No hotel de Machu Picchu, por exemplo, eles podem aprender a fazer chá e mel, além de explorar, em caminhadas, a maior coleção de orquídeas nativas do mundo em seu habitat, mergulhar em lagos e se embrenhar em trilhas. Fica também nas suas premissas uma unidade de conservação e reintrodução na natureza dos ursos-de-óculos, espécie em risco de extinção.

Experiência: imersão ecológica e cultural aos pés de Machu Picchu

Quem leva: Inkaterra Machu Picchu Pueblo Hotel

Quanto custa: diárias desde US$ 548

Como você ajuda: Ao se hospedar nos hotéis do grupo Inkaterra, você estará apoiando diretamente uma organização que tem como prioridades máximas o emprego de mão de obra local, a preservação da cultura do país, a prática da agricultura sustentável in loco, a redução do uso de plásticos naquela região e a conservação das espécies nativas (inclusive uma associação foi criada para esse fim).

Se você rejeitar a comida, ignorar os costumes, temer a religião e evitar as pessoas, é melhor ficar em casa.

James Michener

Divulgação Divulgação

Do grão à xícara de café na Guatemala

De onde vem o café? Como é cultivado? Qual é o passo a passo da produção? Mais: como é a vida e os bastidores de quem o produz? O objetivo desta viagem de 9 dias e fortes componentes socioambiental e econômica pelo interior da Guatemala é responder essas perguntas em campo, vivenciando cada uma das etapas - do plantio à mesa. O itinerário, feito sob medida para amantes da bebida, percorre três regiões cafeeiras do país e prevê atividades mão na massa: os viajantes vão participar da colheita, plantar sementes e aprender o passo a passo de todo o processo, que inclui a lavagem, a fermentação, a torra. Há encontros com cafeicultores e conversas com varejistas e peças importantes do setor, caso de uma cooperativa sustentável focada nos preceitos do comércio justo. Nos intervalos, pausa para caminhadas em encostas de vulcões, banhos em lagos considerados sagrados pelos locais e mergulhos em outras vertentes da cultura local, através de atividades como ateliês de tecelagem e arte indígena.

Experiência: 9 dias pelas trilhas do café na Guatemala

Quem leva: Operation Groundswell, agência canadense de viagens imersivas com propósito

Quanto custa: US$ 1.230 + US$ 60 (contribuição comunitária) para viagem de 28 de dezembro de 2019 a 5 de janeiro de 2020, a partir de Antígua

Como você ajuda: De imediato, ao adquirir o pacote, você paga uma taxa que vai para a comunidade. Além disso, o programa é todo construído para proporcionar um mergulho na realidade local, focando nas pessoas e suas prioridades, com o objetivo de conscientizar para a criação de uma sociedade mais justa.

Você tem que descobrir por si mesmo. Dar o salto. Vá o mais longe que puder. Tente ficar fora de contato. Torne-se um estranho em uma terra estranha. Adquira humildade. Aprenda o idioma. Ouça o que as pessoas estão dizendo.

Paul Theroux

Emiliano Ramalho/UOL Emiliano Ramalho/UOL

No rastro das onças-pintadas amazônicas

O terceiro maior felino do mundo pode atingir até 1,85 metro de comprimento, medir 75 centímetros de altura e pesar mais de 150 quilos. Estrela da fauna brasileira, a majestosa onça-pintada tem a sua maior concentração nos confins da Amazônia, na maior área de mata de várzea protegida do planeta: a Reserva Mamirauá, uma unidade de conservação de mais de 1 milhão de hectares entre os rios Solimões, Japurá e Auati-Paraná. Fica bem ali, flutuando sobre as águas, a Pousada Uacari, um oásis de ecoturismo de gestão compartilhada entre as comunidades locais e o Instituto Mamirauá, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, com apenas 10 quartos com varandas debruçadas sobre o rio. Durante todo o ano, é possível submergir no ecossistema da floresta fazendo passeios de barco e canoa, trilhas, saídas especiais para observação de animais e visitas às comunidades ribeirinhas. Mas durante um período específico (em 2020, as três primeiras semanas de junho), é possível virar cientista por uns dias. Quem participa da Jaguar Expedition não apenas vê as onças de perto, como ajuda a monitorá-las, instala câmeras de vídeo na selva, participa do senso de bichos-preguiça (sua principal presa)... tudo ao lado dos maiores pesquisadores destes animais no país. Todo o lucro da expedição é dedicado ao financiamento de estratégias de preservação.

Experiência: 4 dias de expedição científica dedicada à onça pintada

Quem leva: Pousada Uacari

Quanto custa: R$ 12.000, sem a parte aérea (no resto do ano, os pacotes de três noites custam desde R$ 2.300 por pessoa)

Como você ajuda: 100% do lucro é destinado a estratégias de conservação - 50% vai para programas de educação ambiental para crianças e adolescentes da reserva, com o objetivo de sensibilizar as gerações futuras; e 50% para o financiamento de pesquisas científicas.

Gui Gomes/UOL Gui Gomes/UOL

OS 7 MANDAMENTOS DO VIAJANTE SUSTENTÁVEL

Pequenos procedimentos que tornam a viagem mais responsável

1. Apoie a economia local

Prefira atividades geridas, organizadas ou guiadas pelos habitantes da região.

2. Não incentive práticas predatórias

Visitar acampamentos que maltratam animais? Parques que domesticam a vida selvagem? Assentamentos que exibem pessoas como em um zoológico, a troco de dinheiro? Não, obrigado.

3. Escolha hospedagens que minimizem seus impactos

O que o hotel ou pousada faz para diminuir as pegadas ambientais? Usa painéis solares? Restringe o uso do plástico? Capta água da chuva? Emprega mão de obra local? Compra de fornecedores locais?

4. Dê preferência aos sabores típicos

Consumir o que é cultivado na região, além de ser uma experiência única, é um ótimo incentivo para as atividades tradicionais do local.

5. Cuidado com o suvenir

De onde vem a matéria-prima? Seu uso é legal ou certificado? É algo típico da região, que reflete a sua cultura?

6. Pesquise para onde vai o seu dinheiro

Ele realmente fica na comunidade ou vai para os grandes operadores de fora?

7. Promova a cultura local

Procure saber sobre os hábitos, costumes e tradições da região, respeite e mergulhe no que há de mais típico e autêntico.

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