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Três motivos para liberar e três para vetar o celular para as crianças

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Imagem: Getty Images/iStockphoto

Paula Rodrigues

de Ecoa

05/10/2019 08h00

Não dá para negar: a internet e os dispositivos eletrônicos fazem parte do nosso dia a dia. Mas qual é o limite, sobretudo quando se trata de crianças? Eles fazem bem ou mal? A partir de consulta com especialistas, listamos abaixo razões para permitir que os filhos usem o celular e motivos para criar regras e estimular as crianças a ter outros tipos de experiência.

SIM

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    Ajudam na escola

    Diversas escolas já liberaram o uso do celular, inclusive na sala de aula. Em 2017, o dispositivo passou a ser permitido por lei nas escolas estaduais de São Paulo. Isso porque os educadores acreditam que é importante introduzir novas formas de aprendizado na vida dos estudantes. Mas, é claro, o uso deve vir acompanhado de regras claras. Afinal, não dá para trocar a aula pelos stories do Instagram ou pelos videozinhos do TikTok.

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    Funcionam como passatempo

    Mas não por MUITO tempo, combinado? Não há mal algum em entregar o celular na mão da criança por uns minutinhos, para matar a curiosidade, mostrar um filminho ou promover momentos de distração em uma situação chata, como a espera por uma consulta. Só não vale fazer do dispositivo o melhor amigo do seu filho ou da sua filha.

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    Eletrônicos fazem parte da vida

    É um caminho sem volta. A tecnologia digital e a internet são parte da vida contemporânea. Permitir um acesso gradual e moderado dos filhos aos dispositivos é algo que deve ser considerado parte da educação. É importante ensiná-los a usar essas ferramentas.

NÃO

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    Prejudica a visão

    Nos últimos anos, tem crescido o número de crianças que manifestam sintomas de miopia e os médicos atribuem o problema ao uso exagerado de dispositivos eletrônicos. E tem mais: quando menor a tela, maior o dano.

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    Compromete o desenvolvimento

    É nos primeiros anos de vida que os seres humanos desenvolvem a maior parte de suas habilidades cognitivas (o tato, a visão, a percepção sensível de cheiros, sabores e cores, entre outros). Por isso, o importante é privilegiar experiências analógicas. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças só sejam expostas a eletrônicos, incluindo o celular, a partir dos dois anos.

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    Expõe aos crimes cibernéticos

    O acesso livre à internet faz com que as crianças fiquem vulneráveis a todo tipo de conteúdo, inclusive os impróprios para eles, como filmes de pornografia. Além disso, é uma porta de acesso a redes de pedofilia e outros tipos de crime. Pais e educadores precisam monitorar as crianças, oferecendo acesso somente a conteúdos adequados para a idade e estando por perto quando navegarem pela web. O portal Internet Segura, criado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, traz uma série de dicas para o uso pelas crianças.

Fonte: Academia Americana de Oftalmologia; Alex Sandro Gomes, líder do Grupo de Pesquisa Ciências Cognitivas, Centro de Informática, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Evelyn Eisenstein, pediatra e membro do Departamento de Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); Organização Mundial de Saúde (OMS); Secretaria de Educação do Estado de São Paulo Sociedade Brasileira de Pediatria

Sim ou não?