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Milo Araújo

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Bicicletas elétricas ajudam na inclusão de pessoas no mundo das bikes

Bicicleta elétrica - Divulgação/Lev
Bicicleta elétrica Imagem: Divulgação/Lev

Milo Araújo

09/04/2021 06h00

Segundo uma pesquisa do Datafolha, a pandemia de covid-19 trouxe profundas mudanças na forma como as pessoas se movimentam pelas cidades. No levantamento, 38% dos brasileiros que não possuem veículo próprio acreditam que a bicicleta é o meio mais seguro para se locomover, empatado com aplicativos como Uber (35%), que vem logo em seguida, seguido de táxi (9%) e o transporte público, que atingiu apenas 4% de preferência na opinião dos entrevistados.

Mesmo com o aumento na procura por bicicletas como uma alternativa para se locomover, nem todas as pessoas sentem-se à vontade para pedalar. Seja por falta de condicionamento, longas distâncias ou pelo fato da estrutura viária ter obstáculos como um terreno com grandes nivelações de altitudes como em São Paulo.

Mas para a questão das distâncias e ladeiras, atualmente temos uma solução viável e que está em grande expansão: o mercado das bicicletas elétricas. Com a possibilidade do pedal assistido ou em modelos com acelerador, ela pode tornar as jornadas muito mais fáceis, principalmente nas subidas. Existem atualmente modelos com baterias de longa autonomia, em que você consegue rodar mais de 100km por dia e chegar em casa descansado se deslocando de um ponto A ao B. Reguladas por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito, de 2013, as bicicletas elétricas têm potência máxima de 350 watts e velocidade máxima de 25 km/h, e não necessitam de habilitação.

Com o propósito de atender variados perfis, têm surgido várias empresas comercializando e propagando um modo de locomoção verde. Seja para atender ciclistas entregadores, ciclistas reiniciados que andavam de bicicletas apenas como diversão quando criança e que agora resolveram voltar a utilizar como meio de locomoção, seja para atender a terceira idade. A Brompton, uma marca de bicicleta europeia, é um exemplo e tem veiculado propaganda no sentido de atrair a terceira idade mostrando que nunca é tarde para pedalar.

Eu mesma fiz uso da bicicleta elétrica na minha volta para pedalar depois de adulta. Pois achava que eu não teria condicionamento físico para pedalar, já que nunca tinha praticado esporte na minha vida. O que foi mero engano, pois alguns meses depois vi que seria capaz de pedalar uma bicicleta não motorizada. Acabei vendendo a e-bike para uma amiga e comprei uma bicicleta que atendeu minhas necessidades, e sigo assim desde então. Seguindo essa tendência, creio que muitas pessoas seguirão esse caminho. Inclusive, numa breve pesquisa, vi que existem várias empresas locadoras de bicicletas elétricas na qual você pode fazer um test drive e, se gostar, locar, seja por regime de diária, mensal ou anual. E também existe a possibilidade de no final de um certo período de locação ficar com a bicicleta.

Além da atual situação em que vivemos na pandemia, e a bicicleta ser um modo facilitador de manter a distância social na locomoção, vale lembrar também que cada bicicleta na rua significa um carro a menos. Assim também contribuindo para um trânsito melhor e menos emissão de poluentes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL