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Cuidando do meu corpo para sair forte de tudo isso

Di Vasca/UOL VivaBem
Imagem: Di Vasca/UOL VivaBem
Milo Araújo

Milo Araújo é designer e diretora de arte, pedaleira, caminhadeira e agora escrevedeira. Aprendeu a andar de bike sem as mãos recentemente.

11/05/2020 04h00

Nossa vida antes da pandemia de Covid-19 era bastante diferente da atual. A gente caminhava até a lotérica, corria atrás do busão, andava até uma praça, pedalava com as amizades, andava de skate no Ibirapuera e, às vezes, saia para dançar. Até os que não tinham alguma atividade física regular, uns mais e outros menos, como pedalar diariamente ou frequentar academia, tinham uma certa frequência de movimentação corporal.

A quarentena e a necessidade do isolamento social exigem da gente mais criatividade. O medo e a incerteza afetam e muito nosso estado mental. Quem aí não teve algum momento de sofrer com ansiedades mil que atire a primeira pedra. O contexto brasileiro tem nos preocupado muito e colaborado para esses quadros de desconfortos mentais. Contudo, a forma abrupta que mudamos a nossa rotina corporal piora muito toda essa situação.

Vou escrever este texto baseado muito na minha experiência pessoal nesta quarentena. Não poder sair e me movimentar me afetou MUITO. Eu estava consolidando a importância do exercício físico na minha vida quando começou toda essa loucura. Fazia 1 ano que eu tinha começado a pedalar e recentemente tinha me matriculado pela primeira vez numa academia. Do nada, tive que ficar quietinha no meu canto para ajudar a conter a Covid-19. Atualmente eu estou desempregada, então já viu. Os medos e ansiedades comendo soltos dentro da minha mente. Tenho dias melhores, tenho dias piores, mas consegui observar o seguinte: os dias nos quais eu consigo me dispor a fazer sessões de alongamentos são melhores.

Depois, percebi que me disciplinar para acordar antes das 9h30 e dormir antes da 01h00 também me fazem bem. Me trazem senso de normalidade, igual saber o que é embaixo e o que é em cima, sabe? Também fui concluindo a importância da minha alimentação na minha saúde mental. Estipular uma hora para começar a preparar o meu almoço, por exemplo. Parei de fazer apenas pratos rápidos, como macarrão e comecei a realmente colocar trabalho e afeto no meu alimento. Entendi essas grandes pequenezas e, agora, investi numa corda. Pois é moçada, eu aprendi a pular corda agora. Tava muito chateada em perder o meu recém-adquirido condicionamento físico. Já faz 3 dias que estou pulando e já consigo respirar melhor.

E todas essas mudanças que estou aos poucos e com muito esforço implementando na minha vida estão me ajudando com uma tarefa hercúlea: focar no aqui e agora. Cuidar do corpo ajuda muito no controle de crises de ansiedade. E não estou falando de tomar cuidado com a alimentação e criar prática de exercícios para não engordar ou nenhuma bobeira de pressão estética, nada disso.

Mais do que nunca, precisamos estar sãos, corpo e mente. Seja gentil e carinhosa com você mesma. Cuide-se de todas as formas que puder, e procure encontrar felicidade no seu dia a dia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.