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Mara Gama

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Plano do clima da EU quer fim de carros a gasolina até 2035

Solo carro elétrico Electrameccanica - Divulgação
Solo carro elétrico Electrameccanica Imagem: Divulgação
Mara Gama

Mara Gama é jornalista e pós-graduada em Design. Trabalhou na MTV Brasil e foi repórter, consultora de texto e colunista de meio ambiente da Folha de S. Paulo. Fez parte da equipe que iniciou o UOL, onde foi diretora de qualidade de conteúdo e ombudsman. Atualmente é consultora de texto e estuda economia circular e sustentabilidade.

Colunista do UOL

15/07/2021 06h00

Limites rígidos de emissões para carros, fim das vendas de motores a gasolina e diesel até 2035, impostos maiores sobre combustíveis para aviação, obrigatoriedade de renovação de edifícios sem eficiência energética. São alguns dos pontos fundamentais do novo plano da União Europeia para o combate às mudanças climáticas anunciado no dia 13.

O plano para diminuir a poluição atmosférica e as emissões de dióxido de carbono (CO2) quer reorientar a Europa para o atingimento das metas climáticas para 2030. De 1990 a 2019, houve corte de emissões de carbono de 24%. Agora é necessário reduzir mais 31% nos próximos 9 anos. A conta total é reduzir as emissões em 55% em relação aos níveis de 1990. Por isso, o novo conjunto de medidas foi nomeado de "Fit for 55".

Para os articuladores do plano, ter um sistema de limites ao comércio é a única forma de lidar com a poluição dos transportes e edifícios, que juntos são 58% das emissões de gases de efeito estufa.

As propostas são consideradas ambiciosas, são polêmicas e precisam ser aprovadas pelos 27 estados membros da União Europeia e pelo parlamento europeu.

Não será fácil. Existe o temor de que as novas políticas prejudiquem principalmente pessoas que moram em regiões com transporte público precário e que não possam arcar por melhorias de eficiência energética em suas casas.

Sobre essa crítica, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse a jornais europeus que a ideia é garantir que famílias com baixa renda tenham apoio financeiro para a mobilidade e o aquecimento. O apoio viria através de recursos de um fundo alimentado pelo comércio de títulos de carbono.