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Debora Garofalo

Como minimizar os impactos da pandemia na educação infantil

Débora Garofalo

Com foco em educação criativa, traz dicas e insights sobre como driblar obstáculos de falta de estrutura, tempo e material para encantar alunos e alunas na sala de aula

12/08/2020 04h00

Estamos vivendo dias de muita incerteza. A pandemia, além de trazer risco à saúde física, tem trazido impactos negativos principalmente à saúde mental e afetando todas as idades. Nesse momento, as crianças merecem ainda mais atenção, pois estão em pleno desenvolvimento físico e cognitivo, que necessita da troca com o outro.

Já apontado por especialistas, as crianças também estão sob forte estresse causado pela ausência de colegas de escola e também demandam ainda mais atenção dos familiares. Por outro lado, é preciso reconhecer os esforços realizados pelos professores para organizar atividades durante esse período emergencial, para que as crianças pudessem seguir com uma rotina de estudo e de aprendizado. No entanto, é preciso lembrar da situação econômica e de diferentes realidades no âmbito familiar, com um histórico acentuado de violência doméstica com impacto gravíssimo no desenvolvimento infantil.

E o que pode ser feito para mitigar os efeitos da pandemia no desenvolvimento infantil?!

É notório, do ponto de vista pedagógico, que estamos enfrentando desafios de aprendizado já que nessa faixa etária o ensino advém de experiências concretas e interativas em que aulas mediadas por tecnologia não são suficientes. Se tínhamos alguma dúvida sobre o homeschooling, é possível afirmar que não é um modelo que dê certo.

Em casa, as crianças disputam atenção com as atividades laborais dos familiares e o convívio familiar, sem o ambiente escolar, pode trazer danos para o desenvolvimento.

Por isso, é importante driblar os efeitos realizando algumas ações, mantendo uma escuta ativa com as crianças e ofertando momentos de aprendizado. Abaixo alguns caminhos:

Apoio familiar

Um dos segredos é apostar na parceria com a família, ter uma conversa aberta e franca sobre o momento que estamos passando e uma orientação de como conduzir as atividades e a importância dela para o desenvolvimento cognitivo da criança.

Vale mostrar exemplos de uma rotina escolar, propor conversas com os pais, trazer especialista para conversar com a família e ouvir experiências exitosas de pais que têm conseguido ajudar os pequenos.

Socioemocionais

Existem muitas maneiras de promover um trabalho socioemocional trabalhando com emoções e habilidades dos alunos como autocuidado, controle, senso de pertencimento e autoria. Uma boa maneira é ofertar histórias, filmes e jogos que abordem o tema.

Rotina de atividades

É essencial estabelecer uma rotina de atividades que estruture o dia das crianças e que permita o fortalecimento dos laços familiares. Vale usar leitura, desenhos, jogos, brincadeiras e auxílio nas atividades domésticas. É essencial tecer elogios em relação às boas atitudes.

É importante estabelecer os vínculos com os amigos da escola, primos e vizinhos por meio de encontros virtuais. Estabelecer o diálogo é primordial, principalmente durante as famosas birras, lembrar que nem sempre temos dias bons e não ignorar os aprendizados diários.

Esse é um momento de muita união entre a escola e a família, que devem encontrar o caminho juntos, mantendo a tranquilidade em prol do desenvolvimento das crianças.

Um abraço e até a próxima semana.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Debora Garofalo