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Caio Magri


"E daí? Quer que eu faça o quê?"

16.abr.2020 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante anúncio de Nelson Teich como novo ministro da Saúde - Alan Santos/Presidência da República
16.abr.2020 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante anúncio de Nelson Teich como novo ministro da Saúde Imagem: Alan Santos/Presidência da República
Caio Magri

Com foco em responsabilidade social corporativa, aborda tanto as questões críticas quanto as boas práticas nas agendas das desigualdades, dos direitos humanos, de integridade e ética, e do meio ambiente. A fim de compartilhar a contribuição de diferentes atores sociais - empresas, academia, organizações e poder público ? em busca de uma sociedade sustentável e justa.

30/04/2020 04h00

"E daí? Quer que eu faça o quê?" perguntou o presidente Bolsonaro ao ser questionado por jornalistas sobre o novo recorde de mortes na pandemia.

Espanta? Sim, mas não deveria porque Bolsonaro tem dado "bananas" ao vento, em gestos e atos, para a democracia, para a liberdade de expressão, para as instituições republicanas, para a tortura, para a cultura, para educação e para a ciência.

Ninguém pode dizer: "E daí?", quando toda a sociedade, suas organizações, movimentos sociais, empresas e lideranças promovem a maior mobilização de solidariedade e apoio social da nossa história, para enfrentar a pandemia.

Bolsonaro e seu clã desqualificam esforço do povo brasileiro em preservar a vida.

Até onde vamos?

A quarentena tem motivado a busca por alguns textos que me ajudam a entender o momento. Relendo o livro de Noam Chomsky, "Quem manda no mundo", uma coletânea de artigos publicados em importantes jornais e revistas, lançado em maio de 2016, mas que tem um posfácio na edição de 2017 para trazer sua visão da eleição de Trump. O que podemos fazer se pergunta Chomsky ao analisar o desastre com a eleição de Trump? É como olhar para o dia de hoje no Brasil.

Vou parafraseá-lo substituindo as personagens:

"...o que podemos dizer é que muita coisa vai depender das reações daqueles que estão aterrorizados com o que agora vem tomando forma em Brasília, apavorados pelas performances de Bolsonaro e as visões que ele projetou, tais como são, e pelo elenco de personagens que ele reuniu. A mobilização popular e o ativismo, devidamente organizados e conduzidos, podem fazer enorme diferença. E conforme já apontado anteriormente, há muita coisa em jogo, e os riscos são imensos"

"E daí? Quer que eu faça o que?"

Quer saber o que?

Atenda a grande maioria do povo brasileiro.

Pede pra sair, Jair!

#renunciaja

Caio Magri