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Quer uma cerveja geladinha na Oktoberfest? Use um software

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Oliver Sachgau

04/10/2019 09h49

Uwe Daebel sabe o que torna uma cerveja perfeita para a Oktoberfest de Munique: fria e na mão. Mas, como Daebel é engenheiro da Paulaner, a cervejaria de Munique que supervisiona há décadas o fluxo de cerveja na Oktoberfest, ele é obcecado pelo balé logístico da tecnologia que permite a operação.

"Deve ser uma cerveja gelada até o último gole", disse Daebel, do lado de fora do Festzelt da Paulaner, ou barraca de festa, em jeans, tênis de corrida e um tradicional colete vermelho da Baviera.

A Oktoberfest anual de Munique, que termina em 6 de outubro, oferece uma quantidade impressionante de cerveja. Quase 8 milhões de litros, o suficiente para encher mais de três piscinas olímpicas, fluem de tanques de 28 mil litros e são tomados por aproximadamente 6 milhões de foliões. Para manter a cerveja abaixo de 2 graus Celsius e manter a pressão de 4,5 gramas de dióxido de carbono por litro, Daebel conta com a Siemens e a internet das coisas.

A Siemens, com sede em Munique, que já foi um dos maiores conglomerados de engenharia da Europa, está se transformando em uma empresa muito menor, especializada em automação de máquinas. A Siemens controla o fluxo de cerveja para três grandes barracas de cerveja, incluindo a Paulaner Festzelt.

Geralmente, os caminhões de cerveja levam cerca de sete horas para encherem os três tanques. Mas, para a Paulaner, a Siemens os colocou em um único local, onde podem ser recarregados em pouco mais de 90 minutos. Um tubo transporta a cerveja dos tanques para as várias estações onde a cerveja é servida em copos.

A operação é monitorada pelo software de internet das coisas da Siemens, chamado Mindsphere. Em uma sala, montada ao lado de tubos de aço, há um tablet de 15 polegadas onde Daebel pode monitorar as condições de cada posto de cerveja. Em situações de emergência, Daebel também pode supervisionar o sistema em um laptop que guarda em uma mochila.

Com a ajuda dos dados, os fabricantes de cerveja podem prever a demanda, diz Stefan Scharpen, chefe de vendas da Siemens Digital Industries, que iniciou o projeto com a Paulaner.

Todo a operação tecnológica acontece longe dos olhos dos convidados. Os foliões, na maioria das vezes, não têm ideia - e não se importam - da intrincada rede de tubulações, sensores e gases pressurizados que entregam sua cerveja.

Sentada sobre uma caixa com as amigas, Maria Rasp, 21 anos, bebe uma cerveja de 1 litro. A nativa de Munique disse que participa do festival todos os anos.

Suas exigências: a cerveja precisa estar fria e servida até a linha de 1 litro, para fazer valer seu dinheiro. Mas sua principal preocupação é semelhante à de Daebel.

"A única coisa que importa", disse Rasp, "é que chegue aqui rapidamente".

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