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Empresa consegue autorização para vender caviar beluga nos EUA

Ovas de um esturjão-beluga  - Reprodução/Instagram
Ovas de um esturjão-beluga Imagem: Reprodução/Instagram

Larissa Zimberoff

27/06/2019 16h43

O caviar sempre foi sinônimo de luxo. E agora enfeita tudo: batatas, waffles e donuts. Mas há um tipo de caviar que os consumidores dos Estados Unidos não tinham acesso.

A venda do verdadeiro caviar beluga - ovas de um esturjão-beluga - é ilegal nos Estados Unidos desde 2005, quando o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (FWS, na sigla em inglês) proibiu a importação de todos os produtos beluga do Mar Cáspio.

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Há uma exceção pouco conhecida. Em 2016, a Sturgeon Aquafarms, com sede em Bascom, na Flórida, conseguiu a primeira isenção da FWS para a venda comercial de beluga. Os proprietários Mark Zaslavsky e Mark Gelman tiveram que enfrentar várias barreiras, como não depender do estoque do Mar Cáspio e ajudar a restaurar a beluga selvagem. A empresa levou três anos, mas diz que está finalmente pronta para levar o produto ao mercado.

As vendas de caviar estão em alta no mundo todo. O mercado deve movimentar US$ 500 milhões até 2023, um crescimento de cerca de 5,7% desde 2018, segundo a Orbis Research. Grande parte esse aumento vem da China, que possui 54% dos cativeiros comerciais do mundo. Embora significativamente menor - os EUA possuem apenas 16 cativeiros de esturjão -, o país deve se tornar o terceiro maior produtor legal de caviar em 2020, superando a França e a Itália, segundo a Sociedade Mundial de Conservação do Esturjão.

Principalmente encontrado no Mar Cáspio, o esturjão-beluga prospera nas profundezas da água fria. Mas Zaslavsky, nascido na Rússia, acreditava que poderia cultivar com sucesso o peixe, mesmo na abafada Flórida.

Em 2003, começou a transportar esturjão beluga, cada um pesando de 3 a 10 quilos, em voos entre a Rússia e a Flórida. "Foi uma aventura", disse Zaslavsky. "Nós nos tornamos transportadores experientes de peixes vivos." Cerca de 70 espécimes foram importadas com sucesso antes da proibição de 2005 entrar em vigor.

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