Hyundai Creta Pulse Plus

Versão 1.6 vende bem e capricha em equipamentos, mas deixa a desejar em desempenho

Vitor Matsubara Do UOL, em São Paulo

Queridinho dos compradores

Fechar o ano como o SUV compacto mais vendido do Brasil em 2018 foi uma façanha das grandes para o Hyundai Creta.

O modelo lançado em 2016 desbancou o antigo líder Honda HR-V, mas deve perder a coroa para o Jeep Renegade em 2019.

Mesmo assim, o Creta caminha a passos largos para garantir a vice-liderança do segmento no país. E a versão Pulse Plus exerce papel vital nesta luta por posições.

Marcos Camargo/UOL Marcos Camargo/UOL

Bem equipado, mas...

Não é à toa que a Pulse Plus é a versão mais vendida do Creta. Além do bom preço (R$ 94.990), vem com uma boa lista de itens de série.

Sai de fábrica com ar-condicionado digital, central multimídia com GPS e suporte a Android Auto e Apple CarPlay, rodas de liga leve com acabamento diamantado e acendimento automático dos faróis.

Os bancos são revestidos em tecido, mas ausência inexplicável é a dos airbags laterais e do tipo cortina, oferecidos apenas na versão topo de gama.

Em contrapartida, um dos principais pontos é justamente a convivência a bordo. Além de ser bem confortável, o Creta agrada pelo amplo espaço interno. Cinco pessoas viajam com conforto, inclusive três bem acomodadas no banco traseiro, que oferece espaço interno muito bom para joelhos, ombros e cabeça.

O porta-malas de 431 litros também é bem generoso e possui assoalho plano, o que facilita muito o embarque e desembarque de objetos maiores e mais pesados.

Itens avaliados

Design (4): recomendo usar uma lupa para achar as mudanças no design. A reestilização foi muito sutil, mas o Creta ainda é bonito.

Itens de série (4): a versão intermediária é bem equipada, embora traga bancos de tecido em vez do desejado revestimento em couro.

Custo/benefício (5): barato ele não é, mas o preço sugerido pela Hyundai ainda é bom frente ao conteúdo.

Desempenho (3): o veterano 1.6 16V tem seus méritos, mas sofre para embalar o SUV. Bom seria se a marca adotasse o motor 1.0 turbo do novo HB20.

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Gosto não se discute

O design pode nunca ter arrancado suspiros, mas também está longe de ter haters. As linhas mais tradicionais são de uma época em que a Hyundai ainda adotava a identidade visual "Escultura Fluida", que fez a fama da marca pelo mundo com Elantra, ix35, New Tucson e Santa Fe.

Deste último vieram vários elementos estéticos, como a grade frontal hexagonal e o formato dos faróis.

Na linha 2020 o Creta recebeu uma reestilização extremamente sutil, que traz apenas novos para-choques na versão Pulse Plus. Sorte que o SUV continua agradando.

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Poderia andar mais

O motor 1.6 16V não mudou e continua rendendo 130 cv com etanol e 123 cv se abastecido com gasolina. O torque máximo é de 16,5 kgfm e 16 kgfm, respectivamente. O câmbio é automático de seis marchas com opção de trocas sequenciais por toques na alavanca.

O conjunto não deixa a desejar, mas também não esconde a força que faz para movimentar o SUV. É preciso abusar do pedal do acelerador para fazer o Creta arrancar com vigor.

Nestas situações o barulho do motor invade toda a cabine sem fazer muita cerimônia, algo que acontece até na versão Prestige com motor 2.0.

As médias de consumo aferidas pelo Inmetro também poderiam ser melhores. São elas: 7,1 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada quando abastecido com etanol e 10,1 km/l e 11,3 km/l se o combustível for gasolina

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Vale a pena?

O Creta não é o mais moderno nem o mais gostoso de dirigir de sua categoria. Porém, não deixa de cumprir bem esses quesitos. Só o desempenho poderia melhorar.

As alterações feitas pelos sul-coreanos, ainda que sutis, chegam para garantir uma importante sobrevida ao Creta até a chegada de um novo modelo, o que pode acontecer em 2021.

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Concorrentes

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Jeep Renegade Sport 1.8

Preço: 89.990
Motor: 1.8, 16V, 4 cilindros em linha, flex
Potência: 139 cv (etanol) / 135 cv (gasolina) a 5.750 rpm
Torque: 19,3 kgfm (etanol) / 18,8 kgfm (gasolina) a 3.750 rpm
Câmbio: automático de seis marchas
0 a 100 km/h: 11,1 s (etanol)
Velocidade máxima: 182 km/h (etanol)
Tanque: 60 litros
Consumo (cidade/estrada): 6,5 / 7,6 km/l (etanol) / 9,5 / 10,9 km/l (gasolina)
Dimensões: 4,23 m de comprimento, 1,80 metro de largura, 1,67 metro de altura, 2,57 m de entre-eixos
Porta-malas: 320 litros

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Honda HR-V LX

Preço: 94.400
Motor: 1.8, 16V, 4 cilindros em linha, flex
Potência: 140 cv a 6.500 rpm (etanol) / 139 cv a 6.300 rpm
Torque: 17,4 kgfm a 5.000 rpm / 17,3 kgfm a 4.800 rpm
Câmbio: CVT
0 a 100 km/h: não informada
Velocidade máxima: não informada
Tanque: 51 litros
Consumo (cidade/estrada): 7,7 km/l / 8,6 km/l (etanol) / 11 km/l / 12,3 km/l (gasolina)
Dimensões: 4,33 m de comprimento, 1,77 metro de largura, 1,59 metro de altura, 2,61 m de entre-eixos
Porta-malas: 437 litros

Ficha técnica

Preço: R$ 94.990
Motor: 1.6, 16V, 4 cilindros em linha, flex
Câmbio: automático de 6 marchas
Potencia: 130 cv (etanol) / 123 cv (gasolina) a 6.000 rpm
Torque: 16,5 kgfm (etanol) / 16 kgfm (gasolina) a 4.500 rpm
0 a 100 km/h: 12 s (etanol)
Velocidade máxima: 172 km/h (etanol)
Consumo (cidade/estrada): 7,1 km/l / 8,2 km/l (etanol) / 10,1 km/l / 11,3 km/l (gasolina)
Dimensões: comprimento, 4,27 m; largura, 1,78 m; altura, 1,63 m; entre-eixos, 2,59 m
Porta-malas: 431 litros
Tanque: 55 litros
Peso: 1.359 kg

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