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Baterias usadas em carros elétricos viram energia em estádios na Europa

Divulgação
Imagem: Divulgação

Lefteris Karagiannopoulos

Em Oslo (Noruega)

2019-06-24T12:22:24

24/06/2019 12h22

O conglomerado industrial norte-americano Eaton, que usa baterias de segunda mão de veículos elétricos da Nissan para construir prédios, está negociando com até seis estádios europeus de futebol para oferecer energia em suas instalações, de acordo com um executivo.

A Eaton, uma empresa listada em Nova York que fabrica sistemas hidráulicos, transmissões de caminhão e outros produtos industriais, diz que o mercado é um nicho, mas espera que ele cresça até 20 vezes entre hoje e 2022.

Na Europa, Oriente Médio e África, a Eaton estima que o valor de mercado potencial seja de US$ 2,3 bilhões até 2025.

EMMANUEL DUNAND/AFP
Imagem: EMMANUEL DUNAND/AFP
Um problema da nova tecnologia

O que fazer com as baterias usadas de veículos elétricos está se tornando uma preocupação crescente à medida que seu uso se expande com o de carros elétricos, que responderam por 1,5% dos 86 milhões de carros vendidos globalmente no ano passado, segundo os pesquisadores JATO Dynamics.

A Eaton retira as células das baterias dos veículos elétricos Leaf, da Nissan, e as recolocam em novas unidades, um produto que ela chama de xStorage, para armazenar energia em prédios industriais e residenciais.

Já equipou a Arena Johan Cruyff, na Holanda, a lendária casa do time de futebol do Ajax, entre outras instalações, com o que chama de "baterias de segunda vida". Seu mais recente projeto foi no estádio de atletismo Bislett em Oslo, na Noruega, que é parcialmente alimentado por painéis solares.

"A comunidade do estádio de futebol está interessada. Das mais importantes, (estamos falando) com 5 a 6 estádios na Europa, disse o vice-presidente sênior da Eaton, Craig McDonnell, em entrevista à margem de uma apresentação no estádio Bislett.

Com a exceção da Tesla, que vê como um concorrente no negócio de armazenamento, a empresa também está conversando com outras montadoras para expandir sua oferta. McDonnell se recusou a dar nomes.

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