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Carros elétricos


Como um país está transformando Fiat da era comunista em carro elétrico

Ognen Teofilovski/Reuters
Zastava 750, recriação local do clássico Fiat 600; unidades sobreviventes são convertidas em elétricos Imagem: Ognen Teofilovski/Reuters

Aleksandar Vasovic e Ognen Teofilovski

2019-06-22T07:00:00

22/06/2019 07h00

Resumo da notícia

  • De olho na UE, Macedônia precisa reduzir emissão de gases poluentes
  • Empresa aproveita para transformar o vintage Zastava 750 em elétrico
  • Supermini era produzido na Sérvia e era um Fiat 600 atualizado

Na capital da Macedônia do Norte, Skopje, um pequeno carro azul-claro, sobrevivente da antiga era comunista, passa silenciosamente pelas ruas na primeira grande tentativa no país dos Bálcãs de produzir seu próprio veículo elétrico.

É uma ideia da BB Classic Cars, uma empresa local que restaura carros antigos e agora converte alguns deles em elétricos, com a ajuda de um fundo de inovação do governo parcialmente voltado para a promoção de tecnologias mais verdes.

A Macedônia do Norte quer aderir à União Europeia, onde as regras de emissões mais rigorosas devem entrar em vigor em 2020. Assim, luta contra a poluição proveniente principalmente das emissões dos carros e termoelétricas a carvão. E planeja introduzir subsídios para compras de carros menos poluentes ou de emissões zero.

Ognen Teofilovski/Reuters
Imagem: Ognen Teofilovski/Reuters

Um 600 elétrico

A BB Classic Cars converteu o subcompacto Zastava 750, um Fiat 600 licenciado para fabricação na já extinta Iugoslávia, substituindo seu motor a gasolina por um elétrico. Originalmente, o Zastava 750 foi fabricado na cidade de Kragujevac, território da Sérvia, de 1960 até meados dos anos 1980.

Milorad Kitanovski, diretor do BB Classic Cars, disse que o desempenho do Zastava 750 convertido é igual ou melhor que o original.

"O motor tem enorme potencial para um desempenho muito maior e com mais velocidade, mas o limitamos a 120 quilômetros por hora", disse Kitanovski.

Os carros convertidos são equipados com motores elétricos fabricados pela alemã Kessler, que também tem uma fábrica na Macedônia do Norte. Kitanovski não disse quanto a empresa investiu para fazer a conversão.

O carro tem uma autonomia de 150 km, enquanto o tempo de carga é de cerca de três horas com um carregador doméstico -- e apenas 15 minutos com carregadores rápidos.

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Imagem: Ognen Teofilovski/Reuters

Custos do clássico eletrificado

O preço é definido em torno de 20 mil euros (cerca de R$ 90mil) e a companhia está olhando principalmente para compradores internacionais.

Para comparar, um Volkswagen e-UP custa 25 mil euros no país, enquanto um e-Golf sai por 37 mil euros, respectivamente.

Além disso, na prática, "o custo de três horas de carga é inferior a 1 euro, para os 10 kilowatts que é a capacidade da bateria", disse Kitanovski.

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