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VW tem aval para virada elétrica após anunciar fábrica de 1 bilhão de euros

Marca recentemente apresentou o ID.3, primeiro modelo de família de elétricos, que chega em 2020 - Divulgação
Marca recentemente apresentou o ID.3, primeiro modelo de família de elétricos, que chega em 2020
Imagem: Divulgação

Jan Schwartz

De Berlim (Alemanha)

14/05/2019 15h40

Resumo da notícia

  • Unidade vai produzir células de bateria para veículos na Alemanha
  • Empresa recebeu apoio dos sindicatos locais
  • Plano de eletrificação vai exigir menos mão de obra nas fábricas
  • Marca alemã tenta superar escândalo do "dieselgate"

Empregados da Volkswagen apoiaram hoje (14) a reestruturação da maior montadora do mundo, após o presidente-executivo, Herbert Diess, prometer gastar 1 bilhão de euros (cerca de R$ 4,45 bilhões) em uma fábrica de células de bateria perto da sede na Baixa Saxônia, na Alemanha.

Diess precisa do apoio dos sindicatos poderosos da Volkswagen, enquanto tenta simplificar a empresa alemã, que tem 12 marcas que abrangem caminhões, ônibus, motocicletas, carros e bicicletas elétricas.

A liderança da VW adotou uma mudança estratégica em direção à mobilidade elétrica, que exige menos mão de obra para produzir carros, para ajudá-la a superar o escândalo dos testes de emissões de diesel que prejudicou suas finanças e reputação.

Negócio de caminhões

A oposição trabalhista sufocou os esforços anteriores de reestruturação na VW, que também disse que planeja listar seu negócio de caminhões, integrando suas divisões MAN e Scania para criar um rival para a Daimler e a Volvo.

"Os representantes dos empregados no conselho de supervisão dão as boas vindas às decisões, que expressamente apoiam. Essas decisões definem o rumo para um desenvolvimento sustentável de empregos seguros e lucrativos", disse o chefe do sindicato, Bernd Osterloh, em carta aos funcionários da VW hoje.

A VW havia dito na segunda-feira que retomaria os preparativos para listar o negócio de caminhões, Traton, em breve, revertendo uma decisão anterior de adiar a listagem devido a mercados instáveis. O vice-presidente financeiro, Frank Witter, disse que "as atuais avaliações de mercado" encorajaram a VW a prosseguir com a oferta inicial de ações, que pode render até 6 bilhões de euros (R$ 26,7 bilhões) se uma participação de 25% for listada.

O analista Philippe Houchois, da Jefferies, estimou que o valor de 15 bilhões (R$ 66,8 bilhões) a 16 bilhões de euros (R$ 71,2 bilhões) para a Traton.

"Uma listagem deve ser positiva, já que o balanço atual da VW é, a nosso ver, uma restrição à capacidade da Traton de executar sua estratégia de campeões globais."

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