Nova geração de carros híbridos da BYD promete 34 km/l com preço de Kwid

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Carros híbridos se dividem em duas classes: convencionais, também conhecidos como paralelos, e plug-in (cujas baterias, maiores, podem ser recarregadas na tomada).

Cada vez mais comum, a hibridização está evoluindo rapidamente. Dentre muitos fabricantes que apostam na tecnologia, os chineses têm se destacado, incluindo a BYD. A marca apresentou recentemente a quinta geração de seus modelos híbridos, automóveis que se destacam pelo enorme alcance de até 2.100 km, quase o dobro do alcançado por veículos diesel, antigos reais da autonomia.

Comparado às gerações anteriores, a nova tecnologia é capaz de atingir quase o dobro de distância, se as baterias e tanque de combustível estiverem no máximo de capacidade. Por mais que o ciclo de medição seja no padrão chinês (CLTC), mais otimista do que o do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), não deixa de ser impressionante.

Batizado originalmente de Dual Mode (daí o DM da sigla), o sistema chegou à quinta geração com os lançamentos dos sedãs BYD Qin L DM-i e BYD Seal 06 DM-i.

O "i" faz menção à inteligência (intelligence). A sigla já era utilizada anteriormente, o que mudou foi o aperfeiçoamento.

Suas baterias têm alcance puramente elétrico entre 80 km e 120 km, acima do normalmente encontrado em híbridos plug-in. Para termos um parâmetro de comparação da própria BYD, um SUV Song Plus foi lançado por aqui com 51 km de autonomia, número que já foi um pouco estendido, mas nada que chegue ao ponto dos novos modelos.

O conjunto de baterias é do tipo Blade, células que utilizam fosfato de ferro-lítio, mais baratas do que a média, pois utilizam ferro no lugar de materiais raros, exemplo do lítio. Originalmente, esse tipo de bateria tem densidade energética menor do que as de lítio tradicional, contudo, a BYD afirma que a densidade foi ampliada em 15,9%, resultado que a aproxima da maioria dos rivais.

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Qualquer bateria necessita de um gerenciamento térmico eficiente, dado que é necessário manter uma temperatura ideal, com aquecimento em climas frios e resfriamento nos quentes. De acordo com a fabricante, o novo conjunto economiza 10% no calor e 8% no frio.

O fabricante afirma que a eficiência térmica global chega a 46,06%, um bom número, mas que fica um pouco para trás de alguns carros. Um bom exemplo é a tecnologia híbrida e-POWER da Nissan, que chega a 50%, mesmo sendo mais simples. De qualquer forma, a média de eficiência de um automóvel puramente a combustão pode ficar em 40%, bem abaixo.

Qual é o consumo?

A média de consumo chega a 34,5 km/l, o que não chega a ser extraordinário no mundo dos híbridos plug-in, mas que ainda representa uma boa marca. Ainda não se sabe se o cálculo é combinado entre cidade e estrada.

Com foco no uso elétrico puro, os carros utilizam recursos como frenagem regenerativa para carregar as baterias, além do próprio motor a combustão.

Falando nele, o quatro cilindros básico é 1.5 aspirado, uma unidade que ajuda o Qin L DM-i a atingir potência máxima de 100 cv e 12,8 kgfm, números mais próximos de um 1.0 aspirado muito bem nutrido. A despeito dos números, se trata de um motor sofisticado, com taxa de compressão que chega a 16:1 e sistemas de combustão, injeção elétrica (algo incomum), recirculação de gases e lubrificação variável.

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Só que ele trabalha em espírito de equipe com um motor elétrico para gerar 163 cv e 21,4 kgfm, números nada desprezíveis. O nome dessa primeira variante é HS120, indicação da potência em kW. Já a HS160 entrega 217 cv e 26,5 kgfm. Os dados técnicos foram publicados no site chinês Autohome.

O carregamento lento (AC) teve tempo de recarga diminuído em 60%, mérito para a capacidade ampliada de 3,3 kW para 6,6 kW. Por sua vez, o DC ficou 36% mais veloz e pode completar o pack em 21 minutos.

Virão ao Brasil?

É certo que ao menos um dos novos híbridos será importado para o nosso mercado, entretanto, ainda não há previsão de chegada.

Quantos aos preços na China, eles ficam entre R$ 72.862 e R$ 102.066, na conversão direta de Yuan para Real. Ou seja, o preço mais baixo é equivalente ao do compacto de entrada Renault Kwid no mercado brasileiro.

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