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Primeiro Fusca rosa com placa preta do BR vira sensação em casamentos

O Fusca rosa de Aline Miranda já levou dezenas de noivas ao altar - Divulgação
O Fusca rosa de Aline Miranda já levou dezenas de noivas ao altar Imagem: Divulgação

Paula Gama

Colaboração para o UOL

16/05/2022 04h00

O clichê de um sonho de infância que se tornou realidade pode chegar perto, mas não define a história de Aline Miranda e seu Fusca 1967, o primeiro exemplar do clássico da Volkswagen na cor rosa a conseguir a placa preta de colecionador no Brasil. Em cinco anos, desde que adquiriu o Smithers - nome carinhoso do Fusca -, Aline foi de leiga no assunto a proprietária de uma raridade disputada por noivas para levá-las ao altar.

O primeiro sonho de Aline era ter um carro rosa, mas não em qualquer tom, precisava ser exatamente igual ao Smithers, que ela ainda não sabia que existia. "Quando eu era adolescente, uma amiga, filha de um colecionador de carros antigos, ganhou o Fusca rosa de presente. Na primeira postagem que vi, disse logo: esse carro vai ser meu em algum momento", conta.

Aline Miranda e Smithers, o primeiro Fusca rosa com placa de coleção  -  Divulgação -  Divulgação
Aline Miranda e Smithers, o primeiro Fusca rosa com placa de coleção
Imagem: Divulgação

Anos depois, quando o pai de sua amiga faleceu, veio a oferta de compra do Fusca. "Em um primeiro momento, recusei, não tinha o dinheiro. Mas meses depois vi o carro pessoalmente e percebi que teria que dar um jeito de comprá-lo, ela facilitou o pagamento e ele passou a ser meu. Estava parado há cinco anos, com ferrugem, não andava e o estofado estava em péssimas condições", lembra Aline.

Os R$ 10 mil investidos na compra do Fusca 1300 de 38 cavalos viraram pouco perto dos R$ 25 mil empenhados em sua reforma, principalmente por conta dos perrengues que a analista financeira passou por ser mulher. "Muitos fornecedores viam em mim uma oportunidade de lucrar, cobravam o dobro pelo serviço, foi terrível porque eu era leiga. Mas meu padrinho começou a me ajudar e me incentivou a participar de eventos e grupos de donos de Fusca."

A rede de apoio caiu como uma luva. Seu Fusca passou a ser visto por outras pessoas e Aline teve acesso a informações e serviços cada vez melhores. E é claro que os sonhos e planos para Smithers também cresceram: ela passou a almejar a placa preta de colecionador, mas havia um impedimento: a cor rosa.

O interior do Fusca é todo branco, e há um teto solar panorâmico  - Divulgação - Divulgação
O interior do Fusca é todo branco, e há um teto solar panorâmico
Imagem: Divulgação

"Em 1967, não existia Fusca rosa, ele foi pintado. Por isso, achei que não rolaria a placa preta. Conversando com o presidente de um clube, ele me explicou que eu precisava ter, ao menos, 89% de originalidade - exatamente a porcentagem do meu carro."

Agenda requisitada

Com a placa preta devidamente instalada, o Fusca rosa de Aline virou um sucesso nos encontros de clássicos e também nas redes sociais. Sua primeira aparição pública de destaque foi como cenário de uma festa do reality show "A Fazenda", em 2019. A partir de então, o Smithers passou a "se pagar": participou de peças publicitárias e de dezenas de casamentos.

"Tudo começou quando uma amiga me pediu para levá-la ao altar com o meu Fusca. Foi uma honra que acabou virando ofício. As pessoas viram as fotos e começaram a se interessar, principalmente depois da instalação do teto solar. A boa parte é que não uso mais o meu dinheiro para a manutenção", explica.

Aline diz que as noivas encontraram no seu carro o que buscavam: irreverência, personalidade, delicadeza e um belíssimo cenário para fotos. Os eventos acontecem no ABC Paulista, onde mora, e em várias cidades do estado de São Paulo. O sucesso é tão grande que já há casamentos agendados até setembro de 2023.