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Clube do Fusca: como funciona o grupo de mulheres apaixonadas pelo VW

Ed Rodrigues

Colaboração para o UOL

15/01/2022 04h00

O que empreendedoras, médicas, engenheiras, advogadas, policiais femininas, veterinárias, estudantes, operadora de caixa e tatuadoras têm em comum? Em Foz do Iguaçu, no Paraná, é o amor por carros: mais especificamente por Fuscas.

A paixão pelo clássico da Volkswagen uniu 55 mulheres, que juntas criaram o Darling Beetle. Elas são proprietárias de Fuscas e, além de curtirem seus veículos em passeios coletivos, levam os possantes para exposições e arrecadam doações para famílias carentes.

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A empreendedora Danubia Nantes é uma das idealizadoras da "tribo do Fusca". Ao UOL Carros, ela contou que o clube surgiu a partir da necessidade de algo físico. As mulheres já faziam parte de outros grupos, mas somente em ambiente virtual.

"O carro mais velho é de 1967 e o mais novo, de 1996. Os carros são customizados. A maioria mete a mão na massa, sim. Cada carro tem a cara da sua dona", explicou Danubia.

A máxima machista que diz que "carro é negócio de homem" aqui não se aplica. A maioria das participantes é casada e os maridos vão juntos nos passeios e exposições.

Isso, no entanto, não impede eventuais comentários desagradáveis. "Muitas vezes chegamos em encontros e as pessoas se referem ao Fusca como 'carro do seu marido'. Muitas vezes somos subestimadas. Pensam que, porque somos mulheres, não sabemos de nada", disse.

Para ser integrante do Darling Beetle, basta ser mulher e proprietária de Fusca. O grupo tem página nas redes sociais e pode ser a acionado por lá.

"O papel social do grupo também é muito forte. Sempre que enxergamos algo que possamos ajudar, tentamos reunir o maior número de meninas para adotar a causa. Na nossa última ação, por exemplo, escolhemos duas entidades e, com as arrecadações, conseguimos doações que beneficiaram 120 crianças", continuou.

Natali Cujari fez parte de vários grupos de amantes de Fuscas no WhatsApp e Facebook. Ela lembra da vontade de transformar aquele amor online e uma coisa mais palpável.

"Em certo momento, comecei a fazer parte de um grupo misto aqui da cidade, onde fazem parte a maioria homens. Ali eu conheci um tempo depois uma menina com Fusca e fizemos amizade. Pensei: opa, vou arriscar. Falei com ela fizemos amizade e aí eu falei: o que você acha de montarmos um grupo feminino de Fuscas? 'Podemos tentar', respondeu ela."

No começo do grupo, em 2019, as idealizadoras não imaginavam que havia tantas proprietárias de Fuscas em Foz do Iguaçu. Segundo Natali, as coisas tomaram grandes proporções muito rápido.

"Depois da ideia lançada, fomos encontrando muitas meninas, muitas delas eram amigas de amigas que nem sabíamos que tinham um fusca, encontramos na, rua paramos para conversar e apresentar o grupo. E hoje muitas vezes me pego pensando como isso deu tão certo", relembrou.

Natali confessou que sempre foi apaixonada por carros antigos, mas o coração bateu mais pelo Fusca após assistir as aventuras de Herbie no cinema.

"Preciso urgente de um Fusca, pensei. Tenho o meu há dois anos. São muitos altos e baixos ter um antigo. Às vezes, dá vontade de jogar tudo para o alto, mas passa. É uma relação de amor e ódio, mas aí a gente conversa com o carro e fala: me ajuda pelo amor de Deus porque eu te amo e não quero me desfazer de você. E eles entendem", brincou.

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