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Novo Jeep Renegade resolve falta de fôlego com motor turbo de Compass

Vitor Matsubara

Colaboração para o UOL, de Curvelo (MG)

17/12/2021 11h00

Resumo da notícia

  • SUV será vendido com motor 1.3 turbo de Compass e Commander
  • Design terá leves atualizações no estilo lançado em 2015
  • Carro poderá vir com piloto automático e frenagem autônoma

O Jeep Renegade é um sucesso absoluto no Brasil. Só que uma crítica persiste desde sua estreia em 2015: o desempenho das versões flex.

Felizmente, os dias de preguiça estão perto do fim. A fabricante trocará o cansado 1.8 flex de até 139 cv com etanol pelo recém-lançado 1.3 turboflex da família T270, que entrega ótimos 185 cv com o combustível feito a partir com o derivado da cana-de-açúcar no tanque.

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Essa será a maior novidade do SUV compacto, que chegará aos concessionários até fevereiro de 2022. Só que, como ainda faltam algumas semanas até lá, a Jeep decidiu esconder o jogo. É por isso que o primeiro contato de UOL Carros com o modelo foi do jeito que você vê (ou melhor, não vê) na galeria de fotos.

Como anda?

A Jeep diz que o conjunto identificado como T270 entrega 185 cv quando abastecido com etanol e 180 cv se movido a gasolina, ambos a 5.750 rpm. Já o torque máximo é de 27,5 kgfm independente do combustível escolhido, já a partir de 1.750 rpm.

A fabricante informa aceleração de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos com etanol e 9,9 segundos se o combustível for a gasolina. A velocidade máxima é de 202 km/h com etanol e 200 km/h com gasolina. Os números de consumo não foram divulgados.

O motor 1.3 será a única motorização disponível no SUV, aposentando de uma vez só o 1.8 flex da família e.torQ e o 2.0 turbodiesel de 170 cv. No caso deste segundo, a Jeep alega que o conjunto respondia por menos de 10% do mix de vendas da gama.

A única herança dos modelos a diesel é a transmissão automática de 9 marchas, oferecida nas versões equipadas com tração 4x4. As configurações com tração 4x2 usam a caixa automática de 6 velocidades que já equipava o Renegade flex.

Nosso primeiro contato com o modelo aconteceu a bordo de um Renegade Trailhawk no Circuito dos Cristais, localizado em Curvelo (MG). Só que a maioria do percurso foi realizada em uma pista off-road que havia sido duramente castigada por chuvas intensas nos dias anteriores.

Houve também uma brevíssima oportunidade para avaliar o desempenho do motor T270 em asfalto e terra batida. O conjunto agradou bastante pelas respostas ágeis, especialmente nas retomadas de velocidade - calcanhar-de-aquiles do antigo motor 1.8. Porém, impressões mais detalhadas do comportamento do motor ficarão para uma próxima ocasião.

Novidades no design

Novo Jeep Renegade 2 - Divulgação - Divulgação
Frente terá alterações bem discretas no desenho do para-choque
Imagem: Divulgação

A camuflagem escondia com competência as alterações realizadas no desenho do carro. Porém, uma análise mais meticulosa indica onde estão as mudanças.

Na frente, os faróis preservam o formato redondo que remete aos clássicos da Jeep. Mudam os refletores, que trazem iluminação full LED nas versões mais caras - como a Trailhawk que avaliamos. Só ela que traz os ganchos pintados na cor vermelha para reboque, tanto na dianteira quanto na parte de trás.

Os para-choques devem trazer mudanças sutis, especialmente na traseira. A peça frontal parece ter ganhado mais volume, mas, novamente, o disfarce dificultou qualquer conclusão mesmo a poucos milímetros de distância. O que ficou mais claro é o desenho da grade frontal, que preserva as sete entradas de ar verticais, mas parece estar mais pronunciada - como acontece no Commander.

Jeep Renegade 3 - Divulgação - Divulgação
Lanternas trazem novas lentes com tema horizontal
Imagem: Divulgação

Os designers da Jeep também não mexeram no formato das lanternas. Entretanto, as lentes terão o desenho atualizado com elementos mais horizontais no lugar do 'X' que remetia aos tanques de combustível fixados nos antigos jipes militares. A tampa do porta-malas parece ser a mesma de antes.

Nas medidas, o novo Renegade é 3 cm mais longo do que seu antecessor. Altura, largura e distância entre eixos não foram modificadas.

Infelizmente, a Jeep não liberou a produção de qualquer tipo de imagem da cabine. A preocupação foi tão grande a ponto de colocarem uma capa de tecido em cima do painel de instrumentos e de solicitarem gentilmente para não apontarem câmeras para o interior do Renegade.

Mesmo assim, nós conseguimos desvendar alguns detalhes do SUV. Emprestado do Compass, o painel de instrumentos digital é uma das novidades. Outra novidade vinda do primo maior foi o volante de três raios com desenho mais sóbrio. A central multimídia permanece no mesmo lugar (ou seja, no console central) e não houve mudanças nos comandos de ar-condicionado nem no desenho das saídas de ar-condicionado.

Valentia no off-road

O caçula da Jeep mostrou bastante desenvoltura para superar obstáculos difíceis, como uma caixa de ovos (exercício no qual o carro passa por vários buracos dispostos sequencialmente para forçar a torção da carroceria) e um fosso de lama bastante fundo.

Além de recursos como o controle de velocidade em declives, cada um dos quatro modos de condução off-road foi experimentado durante o percurso.

As configurações mais agressivas são Snow/Mud e Rock, que adota parâmetros mais permissivos para o controle de estabilidade no primeiro modo e desativa o sistema no segundo. O bloqueio do diferencial também atua de forma mais intensa no ajuste mais radical para vencer pedras e obstáculos mais difíceis.

Já as versões com tração 4x2 trazem o sistema TC+, abreviatura para Traction Control Plus. O recurso já é empregado em outros modelos do grupo Stellantis, como as Fiat Strada e Toro e o Jeep Compass. Resumidamente, ele entra em ação quando uma das rodas perde tração, desativando o controle de tração convencional e intensificando a atuação do bloqueio de diferencial. Com tudo isso, o sistema pode distribuir o torque para a roda que se encontra em situação crítica e o veículo consegue superar o obstáculo.

Mais segurança

Os executivos da Jeep não revelaram muitos detalhes sobre o conteúdo de cada versão. Entretanto, Alexandre Aquino, responsável pelo Brand Jeep no Brasil, antecipou que o Renegade será vendido "com pelo menos 6 airbags" desde a configuração de entrada.

UOL Carros pode afirmar que as versões mais caras do Renegade (Limited e Trailhawk na nomenclatura atual) serão vendidas opcionalmente com o pacote de assistências de condução conhecido como ADAS (de Advanced Driver Assistant Systems, algo como "Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista" em bom português.

Esse pacote oferece itens como piloto automático adaptativo (que acelera ou freia o veículo de acordo com distância e velocidade pré-estabelecidas), assistente de permanência em faixa com correção de trajetória, alerta de colisão frontal e frenagem autônoma de emergência.

E os preços?

Se a Jeep não quis abrir muitas informações sobre o novo Renegade, é claro que os preços também não foram revelados.

Considerando que o modelo atual parte da casa dos R$ 100 mil, não será surpresa esperar um aumento nos preços praticados. Algo em torno de R$ 105 mil a R$ 110 mil na versão de entrada parece provável, podendo passar dos R$ 190 mil na configuração Trailhawk.

Se equipado com todos os opcionais, o Renegade 'completão' poderia se aproximar da casa dos R$ 200 mil, ficando pouco acima do Compass Limited equipado com o mesmo motor.

Esse e outros mistérios devem ser sanados pela Jeep em breve, já que a empresa prometeu revelar novas informações antes da estreia oficial do SUV.

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