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Raio-x do roubo e furto de veículos: saiba onde acontece e como se proteger

Em São Paulo, há mais furtos do que roubos de veículos - Divulgação
Em São Paulo, há mais furtos do que roubos de veículos Imagem: Divulgação

Paula Gama

Colaboração para o UOL

15/11/2021 04h00

Quem tem um automóvel para chamar de seu deve estar ciente de que a possibilidade de o bem ser furtado ou roubado existe. No estado de São Paulo, 52.828 veículos foram subtraídos de seus donos entre janeiro e setembro de 2021, sendo que 74% dos crimes aconteceram na Região Metropolitana e tendo o Centro de São Paulo, às quintas-feiras pela manhã ou noite, como ponto mais crítico. Mas, afinal, tem como proteger seu carro da ação de criminosos?

Rodrigo Boutti, gerente de operações da Ituran, empresa de rastreamento responsável pela apuração dos dados sobre roubos e furtos, explica que acesso à informação é uma arma preciosa contra o crime. "Com os dados em mãos, as pessoas passam a quebrar o ciclo. Os criminosos agem próximo aos locais de repasse e desmanche. Cientes das áreas em que os roubos e furtos mais acontecem, as pessoas param de deixar o veículo vulnerável", explica.

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Segundo Boutti, os dados mostram que os criminosos escolhem áreas próximas a estações de metrô ou consultórios médicos, porque, via de regra, os carros ficam estacionados por horas. Também há mais furtos do que roubos por se tratar de um crime de natureza mais leve e difícil de provar.

"Eles estão sempre atentos e trabalhando com inteligência. Na prática, um furto acontece em 35 segundos, mas eles agem com a certeza de que o dono não chegará de repente", comenta.

Analisando os dados

De acordo com os dados reunidos pela Ituran, os carros mais roubados no estado de São Paulo, pela ordem, são: Volkswagen Gol, Fiat Uno, Chevrolet Onix, Ford Ka e Fiat Palio. E a preferência é por veículo entre 2 e 10 anos de uso (46,95% dos casos) ou com mais de 10 anos (41,89%).

Os veículos novos, com até 2 anos, são alvo de apenas 6,44% dos crimes. "Isso reflete a principal motivação dos criminosos: abastecer o mercado ilegal de peças. Carros mais antigos precisam de mais peças, consequentemente, são mais roubados/furtados", avalia Boutti.

No entanto, na análise do especialista, ainda é melhor ter um carro muito visado para furto do que para roubo, pois a pessoa fica menos exposta à violência física.

"Quando analisamos somente os crimes de roubo, os modelos mais novos são mais visados, aparecendo opções mais caras, como Volkswagen T-Cross e Toyota Hilux. Isso acontece por dois motivos: primeiro, esses carros são mais difíceis de furtar porque têm tecnologias antifurto mais avançadas, então, a saída para abastecer o mercado de peças é usar a violência e roubar. Segundo porque, já que vão roubar, os ladrões também miram o poder aquisitivo do dono", analisa.

Na cidade de São Paulo, a maioria dos crimes acontecem em dias de semana - com destaque para quinta-feira. 28,41% pela manhã e 28,99% no período da noite. Durante a madrugada, o índice cai para 15,82%. O bairro Centro está no topo da lista, com quase quatro vezes mais registros que o segundo colocado, São Mateus. Na sequência, Ipiranga, Sapopemba, Itaquera, São Lucas e Vila Mariana se destacam na preferência de criminosos.

Como se proteger

O especialista em segurança pública Raphael Pereira afirma que não existe nenhuma medida 100% eficaz contra os crimes de roubo e furto, mas com atitudes simples é possível reduzir os casos.

"O maior cuidado deve ser estacionar o carro em locais com vigilância, grande circulação de pessoas ou mesmo em um estacionamento pago. Os criminosos buscam facilidade, optam por locais mais ermos, onde não serão percebidos", aconselha o especialista.

Quando o assunto é roubo, ele acrescenta um cuidado. "O roubo é caracterizado pelo uso de violência ou grave ameaça. Por isso, acontece quando as pessoas estão entrando ou saindo do carro. Então aconselho as pessoas a nunca esperarem por alguém dentro ou próximo do carro. Também é importante verificar se há pessoas suspeitas nas proximidades quando for entrar na garagem. Lembrando que não existe mais estereótipo de criminoso, o ladrão pode estar vestido de roupa social ou até mesmo em casal", alerta Raphael Pereira.

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