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Família processa Tesla após filho morrer em acidente causado por Autopilot

Tesla Model 3 interior - Vitor Matsubara/UOL
Tesla Model 3 interior Imagem: Vitor Matsubara/UOL

Do UOL

Em São Paulo (SP)

06/07/2021 11h07

Uma família do estado norte-americano da Califórnia está processando a Tesla após um veículo da marca com o Autopilot ligado ter batido em uma picape onde estava seu filho, Jovani, de 15 anos de idade. O acidente, ocorrido em 2019, acabou vitimando o adolescente. Na ocasião ele e seu pai, Benjamin Maldonado, voltavam de um campeonato de futebol.

Segundo o pai, ele havia ligado a seta para a direita no meio da rodovia em seu Ford Explorer, mudou de pista e segundos depois foi atingido por um Model 3 com o Autopilot habilitado a cerca de 100 km/h. Um vídeo de seis segundos gravado pelo Tesla mostra que nem o sistema e nem o proprietário tentaram desacelerar o veículo antes do impacto.

Jovani não estava de cinto de segurança e foi atirado para fora do carro, segundo um relatório da polícia checado pelo jornal The New York Times.

Apesar de estarem cada vez mais difundidos, os sistemas autônomos seguem causando polêmica no trânsito nos Estados Unidos. Pelo menos três motoristas morreram desde 2016 em acidente nos quais o Autopilot não freou para evitar colisões. Em dois deles, os proprietários bateram o carro em tratores que atravessavam a estrada. Ao todo, a agência dos EUA diz que pelo menos 10 pessoas morreram em acidentes envolvendo o Autopilot desde 2016.

O Autopilot é um sistema de direção baseado em câmeras e sensores para auxiliar o motorista a prevenir acidentes. Sua autonomia, entretanto, não garante a segurança completa ainda, apesar de executivos da marca depositarem confiança no sistema.

No entanto, a principal alegação é que o carro não monitora a linha do olhar do motorista, apenas pede para que ele toque no volante para verificar sua atenção, assim não garantindo que a pessoa esteja observando de fato o tráfego. Na verdade, em alguns acidentes o motorista estava olhando para trás no momento do choque, ou, em casos extremos, estava sentado no banco traseiro.

Assim, a família Maldonado entrou com uma ação judicial alegando que o Autopilot contém defeitos e não reagiu às condições do tráfego. O processo também nomeia como réus o motorista do Tesla, Romeo Lagman Yalung, e sua esposa, Vilma, que é dona do carro e estava no banco do passageiro da frente. Nenhum dos dois se feriu no acidente.

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