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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

5 motivos que devem levar o Honda Fit à aposentadoria no Brasil

Honda Fit 2015 - Murilo Góes/UOL
Honda Fit 2015 Imagem: Murilo Góes/UOL

José Antonio Leme

do UOL, em São Paulo (SP)

07/06/2021 04h00

Em sua terceira geração no Brasil, o Honda Fit deverá sair de linha em 2022 no País, para lugar ao inédito City hatch.

O adeus do Fit foi antecipado em maio pelo colunista de UOL Carros Fernando Calmon, que também informou a despedida do Civic, que deixa de ser feito aqui ainda neste ano.

O espaço do Civic, de acordo com Calmon, será ocupado pela nova geração do City sedan.

Veja os motivos que levaram o Fit à aposentadoria no Brasil.

1 - Minivan está fora de moda

Honda Fit dianteira brasileiro - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Por mais que outros países ainda vejam no Fit um carro versátil - o que não é mentira, ele é -, no Brasil ele perdeu o apelo. A fusão das características de hatch com monovolume já não é mais tão popular.

Hoje, além do Fit, a Chevrolet Spin é a única minivan do mercado a preços relativamente acessíveis.

O motivo é o mesmo do fim das peruas: os brasileiros preferem comprar SUVs. E, nessa categoria, a Honda já tem WR-V e HR-V, que já contam com o mesmo sistema de assentos modular Magic Seat do Fit.

2 - Parou no tempo

Fiat 2018 dianteira - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O Fit, apesar de ser um bom produto, não apresentou inovações significativas para um mercado no qual concorrentes elevaram o nível da categoria, como o VW Polo, por exemplo.

Ele foi oferecer controles de tração e estabilidade apenas em 2018 e a parte de conectividade, muito valorizada pelo consumidor, ainda é um "Calcanhar de Aquiles" do compacto. Sem contar que nem a versão de topo hoje traz sensores de estacionamento traseiros de série.

Ao mesmo tempo, o novo City hatch vai corrigir essas falhas, sem exigir tantos gastos quanto o novo Fit, já lançado no exterior, exigiria.

3 - Consumidor prefere WR-V

WR-V frente - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Ainda que o WR-V seja mais caro que o Fit, o SUV compacto conseguiu considerável sucesso e acabou "fazendo sombra" para o carro do qual derivou - a ponto de vender consideravelmente mais.

O WR-V traz as mesmas qualidades que o Fit oferece, como interior modular e confiabilidade mecânica, mais o estilo de utilitário esportivo que está tão na moda.

4 - Novo Fit ficaria muito caro

novo honda fit japão - Vitor MAtsubara/UOL - Vitor MAtsubara/UOL
Imagem: Vitor MAtsubara/UOL

A nova geração do Fit, apresentada no Japão, ficou mais avançada no que se refere a assistentes de condução - a ponto de ficar cara demais para o mercado brasileiro,

Aqui fará mais sentido investir no City hatch, um projeto que nasceu para mercados emergentes como a Índia e o nosso - ao passo que o Fit foi concebido para venda na Europa e nos Estados Unidos.

Para hatches compactos continuarem viáveis no mercado brasileiro, é importante que o preço se mantenha suficientemente distante daquele sobrado por SUvs de pequeno porte.

Ao mesmo tempo, o novo City hatch evoluiu consideravelmente em relação ao atual.

5 - City hatch traz maior espaço interno

City hatch dianteira - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Em relação ao Fit atual, o novo City hatch (foto acima) representa um aumento considerável no porte, com seus 4,34 m de comprimento, 1,74 m de largura e 2,59 m de distância entre-eixos - contra, respectivamente, 4,10 m, 1,69 m, 2,53 m.

Tudo isso, ressaltando novamente, com menor custo de produção e maior espaço interno na comparação com o novo Fit.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL