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Novo Volkswagen Polo 2022 ganha tecnologia e novo design; veja mudanças

Joaquim Oliveira

Colaboração para o UOL, em Lisboa (Portugal)

21/04/2021 08h41

Um dia antes do previsto e após vazamento mundial de diversas imagens, a Volkswagen apresentou oficialmente a reestilização do Polo. O hatch se renova com tecnologia pouco comum nessa classe, tanto nos faróis quanto no seu interior.

O modelo apresentado na Europa, desenhado pelo brasileiro Marco Pavone, chefe de design da marca, não necessariamente será o mesmo que chegará ao Brasil. O que se sabe é que o carro passará por uma reestilização por aqui, sendo que o carro vendido atualmente seguirá sendo produzido como Polo Track, o novo veículo de entrada da montadora.

No modelo apresentado na Europa, as alterações nos para-choques e conjuntos óticos foram tão grandes que alguns poderão até pensar que se trata de um modelo totalmente novo, ainda que não seja o caso.

A tecnologia LED de série, na dianteira e na traseira, redefine o visual do Polo, especialmente com a faixa de luz que cruza toda a frente do carro, que cria uma assinatura muito própria que já havia aparecido na primeira apresentação do SUV Taos.

Já na traseira, o destaque vai as lanternas, maiores e em parte posicionadas sobre a tampa do porta-malas. Seguindo padrão de lançamentos como Nivus e Taos, o nome "Polo" surge centralizado - neste caso, próximo ao logotipo da VW.

Interior mais digital e conectado

Volkswagen Polo 2020 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Também no interior se nota um importante avanço tecnológico. O painel de instrumentos digital (com uma tela de 8", mas que pode ser de 10,25" na versão Pro) passou a ser sempre de série, tal como o novo volante multifunções. Basta o motorista pressionar o botão "View" para alternar entre três tipos de gráficos e apresentação geral da instrumentação, conforme a preferência do utilizador e o momento ou tipo de viagem.

A experiência muda muito com a nova geração da central multimídia, mas também com o novo layout do painel de bordo, com as duas telas principais (instrumentação e central) alinhadas em altura e os vários módulos táteis colocados na parte alta do painel, à exceção dos relativos ao sistema de climatização (que, nas versões mais equipadas, usa também superfícies táteis em vez de comandos rotativos e botões).

A tela da central multimídia está situada ao centro, em uma espécie de ilha rodeada por superfícies em piano lacado, mas existem quatro sistemas disponíveis: de 6,5" (Composition Media), de 8" (Ready2Discover ou Discover Media) ou de 9,2" (Discover Pro).

A versão de entrada usa como base a plataforma elétrica modular MIB2, enquanto os demais já são MIB3, com melhorias em conectividade, serviços online, aplicações e ligação sem fio para dispositivos Apple Carplay e Android Auto.

No chassis não existem alterações (o Polo usa a plataforma MQB desde 2017, na sua variante A0), com suspensão traseira com eixo de torção e independente MacPherson na frente, além do mesmo entre-eixos. O porta-malas também está entre os mais generosos do segmento, com um volume de carga de 351 litros, com as costas dos bancos traseiros na sua posição normal.

Sem novidades nos motores

O mesmo se pode dizer relativamente aos motores, sem alterações em relação à atual versão europeia. Em setembro chegam os Polo 1.0 a gasolina, unidades de três cilindros com 80 cv (MPI, caixa manual de 5 velocidades), 95 cv (caixa manual de cinco velocidades ou, opcionalmente, automática DSG de sete) ou 110 cv e 200 Nm (só com transmissão DSG).

Perto do Natal a gama receberá um presente especial: a chegada do GTi, com uns promissores 207 cv.

Outra evidente evolução foi feita nos sistemas de assistência ao motorista: piloto automático, controle de velocidade de cruzeiro, assistência de manutenção de faixa de rodagem com alerta de tráfego na traseira, frenagem autônoma de emergência, sistema de frenagem automática pós-colisão (para evitar batidas subsequentes), entre outros.