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"Mini calhambeque" feito em oficina leva uma pessoa e chega a 40 km/h

Simone Machado

Colaboração para o UOL

06/03/2021 04h00

Movida pela paixão por carros antigos, uma família de Cordeirópolis, interior de São Paulo, construiu uma réplica em miniatura de um calhambeque. Foram três anos e meio de muitos erros e acertos até o resultado final, que impressiona. Afinal, a réplica é dirigível e é usada em passeios.

Os responsáveis pela missão são: o pai, Odair Zonta e os dois filhos, Vitor e André Zonta. A família é dona de uma mecânica de usinagem há 15 anos e usou todo o conhecimento na área para construir o próprio veículo.

A escolha pelo modelo partiu do filho mais velho André, que é apaixonado por carros clássicos. Logo o pai e o irmão compraram a ideia e colocaram a mão na massa.

"Meu irmão adora esses carros antigos, principalmente o que eram usados em corridas. Ele veio com a ideia e nós começamos a planejar como seria essa construção. O carro foi feito todo aos fins de semana e nos nossos momentos de folga", conta o engenheiro Vitor Zonta.

Para a construção da réplica foram usadas peças novas e também usadas. Algumas delas foram aproveitadas da própria oficina da família e outras foram compradas em ferros-velhos e em sites da internet. O custo para produção do veículo não foi contabilizado pelos idealizadores.

"Usamos retalho de peça, chapa usada, cano pvc usado. Só alguns itens como faróis e algumas peças do motor que tivemos que comprar novos porque não achamos usadas", acrescenta Vitor.

Ainda segundo o filho mais novo até a pintura do veículo foi feita manualmente por eles. A réplica, por ser miniatura, cabe apenas uma pessoa, o motorista. E atinge a velocidade máxima de 40 km/h.

Passeios pela cidade

Mini calhambeque - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

Por não ter documentação, o carro não pode trafegar livremente pelas ruas da pequena cidade de quase 25 mil habitantes. Por isso a réplica é usada pela família apenas para pequenos passeios, principalmente em áreas particulares ou exposições.

"Ele não tem documentação e por isso é complicado sair com ele, pois podemos ser multados. Além disso, ele não é um carro que anda muito, ele atinge no máximo a velocidade de 40 km/h, o que pode atrapalhar o trânsito", explica o engenheiro. Na maior parte do tempo o veículo fica guardado na oficina da família exposto para visitação.

De acordo com o filho mais novo, uma nova réplica de carro antigo será construída pela família ainda esse ano. "Estamos pensando no modelo e logo vamos dar início a mais um carro. Ainda não decidimos exatamente o que vamos fazer, mas será outro clássico", diz.

Réplicas para o público infantil

Segundo a família a paixão por construção de carros é antiga. Antes da réplica, pai e filhos construíam versões em miniatura dos clássicos do automobilismo voltadas para o público infantil. Os exemplares eram vendidos na internet.

"A gente sempre gostou de construir miniaturas, mas devido a carga de trabalho que temos não estamos mais tendo tempo. Por isso paramos de fazer esses carrinhos infantis, mas a criançada adorava", explica Vitor.