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Concessionárias fecham as portas com nova fase vermelha no Estado de SP

Concessionária Ford - Divulgação
Concessionária Ford Imagem: Divulgação

José Antonio Leme

Do UOL, em São Paulo (SP

03/03/2021 16h05

Com o anúncio de uma nova fase vermelha no estado de São Paulo, as concessionárias serão obrigadas a baixar as portas mais uma vez. Isso serve para todos os serviços que são oferecidos pelas revendas.

Mas nada impede que as concessionárias continuem atendendo por telefone, e-mail ou whatsapp, meio digitais que já foram utilizados para manter o contato com os clientes da vez anterior em que o estado esteve na fase vermelha do Plano SP de contingência contra o coronavírus.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a recomendação é que nem funcionários façam serviços internos, evitando o contágio, sendo indicado que mesmo o atendimento remoto aos clientes seja feito por trabalho remoto e não dentro das concessionárias.

Além disso, lojas independentes também estão proibidas de funcionar. Isso porque também não estão dentro das regras de serviços essenciais, que são os únicos estabelecimentos que podem funcionar a partir da 0h do próximo sábado (6) até o dia 19 de março. A medida é para tentar frear o contágio que já levou algumas cidades ao colapso do sistema de saúde.

Todas essas regras estão no decreto 65.541, de março de 2020. Ele especifica quais são os serviços considerados essenciais. Do setor automotivo, apenas oficinas mecânicas podem continuar funcionando, uma vez que foram incluídas em um segundo momento como serviço essencial.

Em 2020, a Fenabrave, que é a federação que reúne os concessionários, lançou um manual de recomendações para as concessionárias na época da reabertura gradual. Nesse guia, a associação informava não só como evitar e quais as indicações para o trabalho na concessionária, mas também sobre como o vírus era transmitido e como evitá-lo.

Fábricas continuam a funcionar

No decreto do governo estadual, fábricas são consideradas serviços essenciais e por isso tem a possibilidade de continuar funcionando, se assim desejar. Algumas já estão paradas anteriormente por falta de insumos, é o caso da fábrica da Honda que parou a produção do Civic.

Na primeira vez da fase vermelha, as fábricas pararam por completo por dois motivos: por que não tinham um protocolo de distanciamento e segurança para evitar os contágios dentro da linha de produção, principalmente. O segundo porque com a paralisação dos fornecedores faltaram insumos.

As áreas administrativas das montadoras não serão afetadas, uma vez que entraram em trabalho remoto no ano passado e a maioria manteve assim desde então ou adotou o modelo híbrido.