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Heidelberg: conheça cidade alemã que quer banir o uso de automóveis

Heidelberg, Alemanha - Divulgação
Heidelberg, Alemanha Imagem: Divulgação

Do UOL

Em São Paulo (SP)

01/03/2021 13h15

A cidade de Heidelberg, no sul da Alemanha, lidera aquele que pode ser um movimento crescente no mundo. Seu prefeito, Eckart Würzner, não quer mais que o centro de sua cidade tenha qualquer tipo de trânsito. Na verdade, ele desencoraja que seus cidadãos utilizem automóveis pessoais.

"Se você precisa de um carro, use um de um serviço de compartilhamento", disse Würzner em uma entrevista ao jornal The New York Times. "Se você não puder usar o compartilhamento de carros porque está morando muito longe e não há transporte coletivo, use o carro, mas apenas para a estação de trem e não para o centro."

O movimento sem carro está no momento criando força em diversos lugares do mundo, incluindo nas cidades norte-americanas de Austin e Portland. Isso ocorre porque a pandemia deu a todos uma amostra do que poderia ser uma cidade sem a presença massiva de carros nas ruas. No caso de Heidelberg, a cidade oferece aos residentes que comprarem um veículo movido a bateria um bônus de até 1 mil euros, e mais 1 mil se instalarem uma estação de recarga em casa.

O movimento para limitar carros em grandes centros urbanos é seguido atualmente por muitas cidades, como Roma, Londres e Paris. Já os governos de Irlanda, Holanda, Suécia e Eslovênia dizem que vão proibir as vendas de carros de combustão interna após 2030. Grã-Bretanha e Dinamarca planejam fazer isso após 2035, com Espanha e França se juntando ao movimento em 2040.

Entretanto, para Würzner o problema é que mesmo com veículos a bateria os congestionamentos seguirão ocorrendo, embora apenas 20% de seus residentes circulem de carro. O resto se locomove de bicicletas e ônibus elétricos. "Os passageiros são o principal problema que ainda não resolvemos", disse o governante.

Assim, Heidelberg espera realizar obras de ciclovias, pontes e transportes públicos para facilitar o tráfego das pessoas.

Ralf Bermich, chefe do Escritório de Proteção Ambiental de Heidelberg, falou: "a ideia é voltar à clássica cidade antiga, onde morar e trabalhar estão intimamente ligados".

A meta da cidade é ousada, tentando ter emissão neutra até 2030, gerando sua própria energia pelas vias eólicas e solares e criando uma frota de ônibus a hidrogênio.

No entanto, o ônibus a hidrogênio ainda não é uma realidade viável no mundo, com Würzner dizendo que montadoras alemãs ainda não possuem a tecnologia para sua comercialização. Entretanto, ele está tranquilo: "todos nós sabemos que temos que seguir nessa direção. É apenas uma questão de quão rápido iremos."