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Ford: MPT abre 3 inquéritos civis e cria grupo para avaliar impacto

Divulgação/ Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari
Imagem: Divulgação/ Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari

Mário Curcio

Colaboração para o UOL

14/01/2021 16h52

Em reunião com representantes da Ford na manhã desta quinta-feira, 14, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou à montadora a abertura de três inquéritos civis nas regiões de Taubaté (SP), Camaçari (BA) e Horizonte (CE), cidades afetadas pela decisão da montadora de deixar de produzir no País.

Esses inquéritos são um procedimento administrativo de caráter inquisitivo e de atribuição exclusiva do Ministério Público. A partir da instauração é possível conduzir investigações e coletar provas para atuação judicial ou extrajudicial.

Ainda de acordo com o MPT, com base nos três inquéritos civis instaurados foi criado um Grupo Especial de Atuação Finalística (Geaf), cujo objetivo seria tentar reduzir os impactos decorrentes do encerramento das atividades nas três fábricas.

Segundo o MPT, o encontro com representantes da Ford tinha por objetivo dialogar, coletar dados sobre a paralisação das atividades produtivas da empresa e os desdobramentos dessa decisão.

Estiveram na reunião o procurador-geral do MPT, Alberto Balazeiro (que presidiu o encontro), além do secretário especial da Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal, e do secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo, ambos do Ministério da Economia.

A Ford foi representada pelo diretor jurídico, Luís Cláudio Casanova, por seu gerente de Relações Governamentais, Eduardo Freitas, e por três advogados.

Durante a reunião, a fabricante de automóveis teria repetido os argumentos que a levaram à decisão de fechar as fábricas: a retração nas vendas decorrente da pandemia e a elevada carga tributária do país. A empresa também se comprometeu a encaminhar ao MPT e ao governo os dados a serem requisitados. Questionada, a Ford preferiu não se pronunciar à imprensa.

Segundo nota do MPT, o procurador-geral Alberto Balazeiro demonstra preocupação com os reflexos sociais do fechamento das fábricas, que implica a demissão de 5 mil trabalhadores considerando somente funcionários da própria Ford.