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SUV Tarek chega ao Brasil no começo de 2021, diz presidente da Volkswagen

Projeto Tarek terá outro nome nos mercados da América do Sul - Divulgação
Projeto Tarek terá outro nome nos mercados da América do Sul
Imagem: Divulgação

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/07/2020 11h14

Resumo da notícia

  • Projeto Tarek vai estrear no primeiro trimestre de 2021
  • Covid-19 fez fábricas da VW fecharem, inclusive na Argentina, onde será feito o SUV
  • CEO diz que demitir será 'última das últimas saídas' para lidar com crise

O CEO da Volkswagen do Brasil, Pablo Di Si, afirmou que o Tarek, futuro SUV médio da marca, não terá seu lançamento adiado por conta do coronavírus.

"No início da pandemia atrasamos o cronograma em três meses, então o lançamento foi do final de 2020 para o final do primeiro trimestre de 2021. O projeto está caminhando super bem, tanto é que eles estão até adiantados", revelou.

O projeto Tarek (que deve ser vendido comercialmente com outro nome na América do Sul) será produzido na fábrica de General Pacheco, na Argentina, que teve suas atividades suspensas entre março e junho.

Como a fábrica argentina não possui área de estamparia, a VW pretende seguir produzindo algumas partes em fornecedores locais e trazendo outras de São José dos Pinhais (PR), onde a Volkswagen possui fábrica.

Retomada lenta

Mesmo com o momento crítico vivido pelo setor, Pablo se diz satisfeito com o desempenho da VW no primeiro mês de retorno às atividades. "Hoje o mercado está caindo 45% em relação a julho do ano passado, enquanto nós estamos com uma queda de 34%. Então ainda estamos ganhando 1,5% de participação de mercado".

Apesar das dificuldades, o executivo afirmou que preferiu não pedir socorro à Alemanha em meio à crise.

"Não preciso ter alguém da Alemanha para falar que não tenho dinheiro, se não nem estaria aqui (risos). Fui um dos poucos a não pedir uma carta de fiança da matriz, e não porque eles me negariam. Eu acho que estamos em um momento que não faria sentido pedir dinheiro em meio a uma crise mundial, então a saída for pedir empréstimos em bancos privados".

Pablo se mostra esperançoso e afirmou que pretende explorar todos os recursos disponíveis antes de realizar cortes.

"Demitir será a última das últimas saídas para nós. Se precisar vamos fazer de tudo para evitar que isso aconteça", garantiu.