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Jeep Renegade flex zero ou diesel usado? Vejas prós e contras de cada opção

Versões flex zero-quilômetro são muito mais baratas, mas trazem desempenho e consumo inferiores à motorização turbodiesel; mercado de usados pode ser alternativa - Divulgação
Versões flex zero-quilômetro são muito mais baratas, mas trazem desempenho e consumo inferiores à motorização turbodiesel; mercado de usados pode ser alternativa
Imagem: Divulgação

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/06/2020 04h00

O Jeep Renegade é o SUV mais vendido do Brasil. Além disso, trata-se do único utilitário esportivo compacto do País que traz as opções de motores flex e turbodiesel.

Zero-quilômetro, o modelo hoje tem quatro versões bicombustíveis, com preços sugeridos de R$ 77.490 a R$ 113.990. Já as duas configurações diesel custam, respectivamente, R$ 141.990 e R$ 152.990. Os preços não incluem opcionais.

Ao considerar a compra de um modelo novo, a diferença no valor cobrado por cada motorização é enorme - a ponto de o Renegade turbodiesel atingir a faixa de SUVs de categoria superior.

Porém, se levarmos em conta o mercado de usados, a história é diferente. Pelo mesmo preço de um exemplar flex novinho, é possível levar uma unidade usada ou seminova movida a diesel.

Um exemplo: zero, a versão Sport 1.8 sai por R$ 91.590. Pesquisando em sites de classificados, encontramos um Renegade 2.0 Trailhawk topo de linha pelo mesmo preço, ano/modelo 2015/2016 e com cerca de 25 mil km rodados.

O motor 2.0 turbodiesel já foi comercializado em configurações mais simples, tornando a compra ainda mais atraente. Um Renegade 2016/2017 Sport com essa motorização e 51 mil km rodados estava anunciado ontem por R$ 85.790.

Vantagens e desvantagens do diesel

Jeep Renegade Trailhawk 2020 - Divulgação - Divulgação
Renegade Trailhawk usado pode custar o mesmo que versão Sport flex zero-quilômetro
Imagem: Divulgação

Para quem não faz questão de automóvel zero, o Renegade turbodiesel traz vantagens.

Oferece desempenho muito superior: são 170 cv de potência e 35,7 kgfm de torque, disponíveis a apenas 1.750 rpm. Além disso, a unidade 2.0 é mais robusta, oferece consumo mais baixo e é sempre acompanhada de tração integral e câmbio automático de nove marchas.

Ao mesmo tempo, o 1.8 flex rende 139 cv e 19,3 kgfm a 3.750 rpm. Está disponível apenas com tração dianteira e transmissão de seis marchas, também automática. Com esse conjunto, o consumo e a performance são consideravelmente inferiores.

Por outro lado, as versões a diesel têm os seus poréns. Um deles, que merece atenção na compra de um usado, é a correia dentada que ativa o comando de válvulas.

De acordo com a Jeep, em modelos fabricados até 2018, o componente deve ser trocado a cada 120 mil km ou três anos, o que ocorrer primeiro - em condições normais de uso. A partir de 2019, o prazo cai para 80 mil km ou dois anos.

Por outro lado, as configurações flex trazem comando ativado por corrente, item cuja durabilidade prevista é igual à vida útil do utilitário esportivo.

O Renegade turbodiesel também exige mais gasto com manutenção. Segundo a rede de concessionárias Jeep Sinal, as três primeiras revisões programadas com esse motor custam, respectivamente, R$ 906, R$ 1.365 e R$ 1.566. Os intervalos são de 20 mil km ou um ano, o que vencer primeiro.

Já a motorização flex tem revisões a cada 12 mil km ou 12 meses, com os seguintes valores: R$ 469, R$ 832 e R$ 1.014.

Internautas opinam

Jeep Renegade Longitude - Murilo Góes/UOL - Murilo Góes/UOL
Motor 1.8 flex é alvo de críticas. Até o ano que vem, Renegade terá opção 1.3 turbo com cerca de 150 cv
Imagem: Murilo Góes/UOL

Em grupo do Facebook dedicado ao Renegade, uma participante relata a dúvida entre os dois motores, levando em conta veículos usados.

"Diesel 2016 ou flex 2018?", ela questiona.

A grande maioria dos comentários recomenda levar o motor mais potente.

"Eu iria de diesel, se ele estiver bem conservado e com quilometragem baixa, lembrando que o flex não troca correia pois tem corrente. Já o diesel tem de trocar!", diz uma resposta.

"Diesel, mas veja que a manutenção e o seguro são mais caros. Mas diesek é outro carro, muito bom SUV", recomenda outro internauta.

"Diesel só compensa para quem roda muito... Se for uso muito urbano, vá de flex, mesmo com autonomia menor", opina outro.