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Renault diz que há "desejo real" de retomar sucesso de aliança com Nissan

Senard (esq.) precisa escolher sucessor de Thierry Bolloré no comando da Renault - Eric Piermont/AFP
Senard (esq.) precisa escolher sucessor de Thierry Bolloré no comando da Renault
Imagem: Eric Piermont/AFP

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/01/2020 12h11

Resumo da notícia

  • Presidente da Renault ressalta "desejo real" de reerguer parceria com Nissan
  • Relacionamento entre marcas está estremecido desde prisão de Ghosn em 2018
  • Luca di Meo, ex-Seat, é apontado como futuro CEO da Renault

O presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, afirmou que existe um "desejo real" de transformar a aliança com a Nissan em um novo sucesso.

O relacionamento entre as montadoras está estremecido desde o fim de 2018, quando o ex-CEO da aliança, Carlos Ghosn, foi detido em Tóquio. Figura principal da parceria estabelecida em 1999, o executivo é acusado de má conduta financeira e aguardava o julgamento em prisão domiciliar até dezembro de 2019, quando fugiu do Japão para o Líbano.

Desde então, boatos surgiram de que a Nissan já teria um plano para encerrar a aliança com a Renault, o que foi desmentido pelos próprios japoneses.

"Temos um conselho supervisionando a aliança, que é feita de pessoas que são extremamente a favor dessa parceria. Existe um desejo comum de associar nossos planos estratégicos e um desejo real de fazer dessa aliança um sucesso", declarou.

Questionado sobre o caso Ghosn, Senard preferiu não se aprofundar no assunto. "Penso apenas no futuro", disse.

Decisões importantes

O francês se tornou de fato a figura central da aliança, mas sem o poder de influência de Ghosn, que foi fundamental para que as fabricantes permanecessem juntas por tanto tempo.

Senard tem uma série de desafios pela frente. Um dos principais será cuidar de novos projetos desenvolvidos em conjunto. O francês revelou que o conselho administrativo da aliança se reunirá no fim de janeiro para tomar decisões industriais e afirmou que os cortes de custos podem ser "significativos" no futuro".

Enquanto isso, Senard precisa decidir quem assumirá o comando da Renault, já que o antigo CEO, Thierry Bolloré, foi demitido do cargo em outubro de 2019. Luca di Meo, que deixou o comando da Seat, é considerado o favorito ao cargo.

Pelos lados da Nissan, Makoto Uchida lidera as operações desde dezembro de 2019, quando substituiu Hiroto Saikawa, que deixou a empresa após admitir o recebimento de pagamentos ilegais.

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