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Testamos: BMW X1 2020 chega em novembro com novo visual e preços mais altos

Ricardo Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Munique (Alemanha)*

30/09/2019 00h01

Resumo da notícia

  • Fábrica de Araqueari (SC) já começou a produzir a linha 2020 do SUV compacto
  • Os preços ficaram mais altos e o modelo novo partirá de R$ 196.950
  • Já o estoque do atual tem desconto: sai por R$ 179,9 mil
  • Além das atualizações visuais, modelo ganhou nova central multimídia
  • Segundo a BMW, a parte mecânica não recebeu alterações porque não precisa
  • Rodamos com a novidade na Alemanha

Em time que está ganhando, não se mexe. A simplicidade certeira do dito popular resume a estratégia do BMW X1. Dentre os utilitários esportivos compactos do segmento premium, o X1 é o mais vendido no mundo, diz a fabricante. No Brasil, é o modelo mais comercializado pela BMW, respondendo por 35% de todos emplacamentos da marca no país.

Assim, na renovação tradicional em gerações que chegam a mais ou menos metade de seu ciclo de vida, o X1 recebeu ajustes visuais leves e recursos de conectividade, sem alterações mecânicas.

A fábrica da BMW em Araquari (SC) trocou a produção neste mês, do modelo atual para a linha 2020, que chega às concessionárias brasileiras apenas em novembro, a partir de R$ 196.950. Contudo, UOL Carros esteve na sede mundial da marca para conferir o novo X1 e adianta o que vem por aí.

Visual mais robusto e nova multimídia

Os faróis agora são full LED matrix e as luzes de seta foram integradas, na parte superior; grade também cresceu - Divulgação
Os faróis agora são full LED matrix e as luzes de seta foram integradas, na parte superior; grade também cresceu
Imagem: Divulgação

A frente concentra a maior parte das mudanças. O X1 2020 adota a grade mais ampla que marca a nova identidade visual da marca. As aletas pronunciadas têm função prática: se movimentam para otimizar a entrada de ar, conforme a necessidade de refrigeração do motor. Um tanto exagerada em alguns modelos, particularmente no BMW X7, ela também cresce e se destaca no X1, mas sem perder a harmonia com o resto do veículo.

O desenho do conjunto ótico frontal está mais moderno e elegante. Os faróis agora são full LED matrix e as luzes de seta foram integradas, na parte superior. As de neblina estão mais baixas e passam de redondas a retangulares.

O capô ganhou vincos mais marcados, que levantam a dianteira. Todo o conjunto confere uma aparência mais robusta. O desenho das rodas também mudou. Na traseira, as alterações são mais leves, restritas essencialmente ao novo desenho interno das lanternas, que também passa a ser de LED, e às ponteiras mais largas do escapamento.

A linha 2021 também adota um multimídia maior e com mais recursos de conectividade. A tela sensível ao toque passa de 8,8 polegadas para 10,25 polegadas e o sistema agora comporta uma série de aplicativos já vistos em outros modelos da marca, com uma interface mais interativa e amigável.

O X1 peca, porém, por ainda não oferecer o comando de voz com inteligência artificial que, por ora, segue restrito ao novo BMW Série 3. Há ainda ajustes menores no visual do interior, em linhas e detalhes de acabamento, além de iluminação ambiente e a projeção luminosa do logotipo da marca na parte externa, a partir dos retrovisores.

Segundo a BMW do Brasil, além do desempenho, design é um aspecto primordial para definir a compra dos modelos da marca no Brasil e há uma demanda cada vez maior dos clientes por tecnologias de conectividade. As alterações para a linha 2020 atendem esses objetivos. O X1 não mudou nada em mecânica.

"Não mudou a parte mecânica porque não tinha necessidade. Não há reclamações dos clientes. Seríamos loucos se mudássemos a suspensão desse carro", diz Albert Maier, responsável pelo desenvolvimento de chassi da BMW.

Como anda

X1 manteve o comportamento dinâmico exemplar e o motor 2.0 turbo flex, capaz de render até 231 cv - Divulgação
X1 manteve o comportamento dinâmico exemplar e o motor 2.0 turbo flex, capaz de render até 231 cv
Imagem: Divulgação

UOL Carros dirigiu o novo X1 por cerca de 180 km, em estradas vicinais e expressas, nos arredores de Munique. A unidade avaliada contava com um motor apenas a gasolina. No Brasil, esse mesmo motor é adaptado para rodar também com etanol, enquanto a fabricante informe os mesmos dados técnicos para o X1 flex nacional.

À vontade pela Bavária, casa da BMW no sul alemão, o utilitário esportivo demonstrou que a dirigibilidade e a estabilidade continuam os seus pontos mais fortes. As respostas aos movimentos do motorista na direção são sempre ágeis e diretas. Apesar do teto alto, praticamente não há rolagem de carroceria.

A suspensão, a tração integral, o câmbio automático de oito marchas e o motor 2.0, que não entrega pouca coisa (231 cv de potência e 35,7 kgfm de torque), trabalham afinados como uma orquestra. Esses "instrumentos" se adaptam bem ao ritmo imposto pelo "maestro" e também seguem com eficiência e versatilidade as "partituras" previamente preparadas - os tradicionais modos de condução eco, comfort e sport, que ajustam as repostas do veículo e podem ser escolhidos no painel.

Declarações como a de Maier já foram utilizadas para justificar veículos que não mudaram meramente por redução de custos. O X1, com desempenho acima da média da categoria no modelo atual e no 2020, mostrou não ser um destes casos. Os principais rivais são Mercedes-Benz GLA e Audi Q3.

Versões e preços

Tela da central multimídia cresceu de 8,8 polegadas para 10,25 polegadas; interface ficou mais amigável - Divulgação
Tela da central multimídia cresceu de 8,8 polegadas para 10,25 polegadas; interface ficou mais amigável
Imagem: Divulgação

Se você viu na tampa traseira do veículo que aparece nesta reportagem um "d", de diesel, não se aflija. UOL Carros testou uma unidade a gasolina. Só que todos os X1 gasolina disponíveis para a avaliação estavam na configuração M, que agrega elementos visuais mais esportivos.

Lamentavelmente, esse pacote não será vendido no Brasil, o que nos levou a fotografar e filmar as unidades diesel que, para este teste europeu, apresentavam a mesma aparência externa das unidades flex que serão comercializadas no mercado brasileiro.

O X1 feito em Santa Catarina continuará a ser vendido em três versões. A sDrive20i, onde a tração é apenas dianteira e o 2.0 entrega um pouco menos (192 cv e 28,6 kgfm), em duas variações de equipamentos e acabamento. E a xDrive25i Sport, que é a mais completa, tem tração integral e o mesmo motor oferece 231 cv e 35,7 kgfm.

Ao contrário da mecânica, o preço mudou. UOL Carros apurou que o X1 modelo 2020 começará em R$ 196.950. O atual custava R$ 191.950 e o estoque já é oferecido com desconto, por R$ 179,9 mil. Ou seja, comparado ao valor praticado hoje na concessionária, o novo X1 chega R$ 17.050 mais caro.

Considerando a boa mecânica que não mudou, pegar a promoção do antigo pode ser mais interessante do que levar em novembro um modelo como o avaliado pela reportagem.

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Ficha técnica: BMW X1 xDrive25i Sport 2020

Motor: 2.0, 16V, flex, 4 cilindros

Potência: 231 cv a 6.200 rpm

Torque: 35,7 kgfm

Câmbio: automático de 8 marchas

Aceleração de 0 a 100 km/h: 6,5 segundos

Dimensões: 4,44 m (comprimento), 2,67 m (entre-eixos), 1,82 m (largura), 1,61 (altura)

Porta-malas: 505 litros

Preço: desta versão ainda não está definido, a de entrada custará R$ 196.950

*Viagem a convite da BMW

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