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Conforto, tecnologia e (muito) silêncio: testamos o novo Audi A7

Fabio Perrotta

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

28/09/2019 04h00

A Audi escolheu o Rio de Janeiro para lançar os novos A6 e A7 e o nosso teste drive aconteceu nas ruas da cidade maravilhosa. Tão bela e tão caótica em diversos quesitos, inclusive no trânsito, acabamos ficando limitados a um percurso de cerca de 10 km, a maior parte deles no Aterro do Flamengo.

Com pistas expressas e velocidade máxima de 90 km/h, o local possibilitou sentir um pouco do que o A7 é capaz. Equipado com motor V6 TFSI, de 340 cv e 50,1 kgfm de torque, câmbio de dupla embreagem com sete velocidades e tração integral 'quattro', o sedã é esperto.

Com velocidade máxima limitada e 250 km/h, o A7 faz de 0-100 km/h em 5,3 segundos. Os números dão dimensão do potencial do carro. Ao volante, o corpo cola no banco, mas nada muito assustador. O motor é impressionantemente silencioso, o que acaba diminuindo a adrenalina ao afundar o pé no acelerador.

O quesito conforto é irretocável. A suspensão filtrou bem as muitas irregularidades do asfalto carioca e o A7 roda macio, como se espera de um sedã com esse nível de luxo. Como dito anteriormente, o silêncio impressiona. Quase não se ouve barulhos externos, nem mesmo o motor. A única queixa fica para o fechamento das portas, que precisa de uma força demasiadamente grande para fecharem do jeito certo.

Fabio Perrotta/UOL
Imagem: Fabio Perrotta/UOL

O acabamento impressiona. Todas as áreas tocáveis têm plástico com toque macio e a maior parte delas é forrada de couro. Os bancos, belíssimos, têm o tão útil apoio ajustável para as coxas e ajudam muito em trajetos mais longos.

Equipado com sistema híbrido leve de 48v, o A7 desliga o motor em algumas situações de velocidade de cruzeiro, de 55 a 160 km/h. Quando testamos a função, só percebemos que o motor havido sido desligado por conta da indicação no painel. Uma quase imperceptível vibração entregou que o motor ligou quando decidi aumentar a velocidade repentinamente.

Dinamicamente, em momento algum há a sensação de trata-se de um sedã com quase cinco metros de comprimento. O A7 vai surpreendentemente bem mesmo em trechos mais sinuosos para um sedã com 2,92 m de entre-eixos.

Fabio Perrotta/UOL
Imagem: Fabio Perrotta/UOL

A tração integral 'quattro' influencia positivamente nesse ponto, dosando a força entre as rodas dianteiras e traseiras para ajudar o carro a contornar melhor as curvas. A carroceria rola um pouco em curvas mais acentuadas, mas tudo dentro do aceitável para um carro com quase duas toneladas.

Custando R$ 456.990, o A7 não é uma pechincha. O sedã, porém, incorpora tudo de mais moderno que há de disponível na Audi. Motor com sistema híbrido leve, diversos assistentes de condução e segurança, acabamento irretocável e todo o requinte de um Audi. É, sem dúvida, uma ótima opção para quem tem o privilégio de considerar a sua compra.

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