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Fim do Prisma: como a 'morte' do sedã faz as vendas do Onix inflarem

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

18/09/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Vendas do sedã Onix Plus foram incluídas nos emplacamentos do hatch Onix
  • Novo Onix Plus já teve mais de mil unidades licenciadas para test-drive e marketing
  • Nome Prisma será aposentado em outubro, com atualização da versão Joy
  • Novo sedã de entrada da Chevrolet será batizado como Onix Plus Joy

Ao lançar o Chevrolet Onix 2020, a General Motors rebatizou as versões sedã do compacto, já disponíveis nas concessionárias, como Onix Plus. A denominação Prisma será aposentada inclusive na versão de entrada Joy, que em outubro ganha visual atualizado e o nome Onix Plus Joy.

Mais do que uma troca de nome, a decisão acabou inflando em agosto os números de vendas do Onix divulgados pela Fenabrave, a federação das concessionárias. UOL Carros constatou que, dos 22.396 licenciamentos atribuídos ao hatch mês passado pela entidade, 1.010 correspondem de fato ao novo Onix Plus, um sedã. Vale destacar que as quase 22,4 mil vendas teriam sido um recorde mensal desde a estreia do Onix, lá no fim de 2012.

Os pouco mais de mil emplacamentos do Onix Plus em agosto aparecem em levantamento da consultoria Jato Brasil, ao qual a reportagem teve acesso e que discrimina as vendas totais de veículos com a nomenclatura "Onix" por versão. Quatro delas são exclusivas do novo sedã: 1.0 LTZ manual, com 188 emplacamentos; 1.0 automática (503); 1.0 LTZ automática (318); e 1.0 LT automática (um licenciamento). A lista é baseada em números da própria Fenabrave.

Como as vendas públicas do Onix Plus começaram somente na semana passada, portanto em setembro, as cerca de mil unidades do sedã licenciadas em agosto são em grande parte referentes a veículos para test-drive nas concessionárias, bem como unidades destinadas a ações de marketing da montadora e para avaliação da imprensa especializada. A segunda geração do Onix com carroceria hatch chega ao mercado somente em novembro.

Questionada pela reportagem, a Fenabrave não informou o critério para contabilizar o Onix "antigo" e o novo Onix Plus como se fossem um só modelo. A entidade explicou que a lista dos veículos mais vendidos tem como base dados mensais de licenciamentos repassados pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), "da forma como chegam".

A federação não informou se vai separar as vendas de Onix, Prisma e Onix Plus no balanço de setembro, a ser divulgado no início de outubro. Enquanto hatch e sedã tinham nomes distintos, era assim que acontecia.

Procurada por UOL Carros, a GM disse que o documento de porte obrigatório traz a grafia "Onix Plus" para diferenciá-lo do Onix de dois volumes. A montadora acrescentou que tem estatísticas de licenciamento separadas para os dois modelos, mas não as compartilhou até a publicação desta reportagem. Ao menos na tampa traseira, o novo sedã da Chevrolet traz apenas o nome "Onix", sem o "Plus".

O legado do Prisma

Prisma surgiu em 2006 como o "sedã do Celta"; tinha visual inspirado no Vectra e cabine apertada - Divulgação
Prisma surgiu em 2006 como o "sedã do Celta"; tinha visual inspirado no Vectra e cabine apertada
Imagem: Divulgação

O Prisma se despede no mês que vem, exatos 13 anos após surgir no mercado brasileiro, em outubro de 2006. De lá até o fim de agosto de 2019, já teve 808.935 unidades comercializadas no País, segundo a Fenabrave. Sua melhor colocação no ranking de mais vendidos do Brasil foi em 2016, quando finalizou o ano em quarto lugar.

O compacto nasceu como o sedã do Celta, exibindo na época visual inspirado no Chevrolet Vectra. Estreou com preço inicial sugerido de R$ 29.990 e motor 1.4 flex de 97 cv, gerenciado pelo câmbio manual de cinco marchas. O espaço interno era restrito, especialmente no banco traseiro. Por sua vez, o porta-malas tinha capacidade para 439 litros.

Em 2013, Prisma virou o "sedã do Onix"; ficou maior e ganhou visual mais atraente. Porta-malas tinha 500 litros - Divulgação
Em 2013, Prisma virou o "sedã do Onix"; ficou maior e ganhou visual mais atraente. Porta-malas tinha 500 litros
Imagem: Divulgação

Em fevereiro de 2013, o Prisma deixou de estar associado ao Celta para ser convertido na opção com porta-malas grande do então novato Onix - que hoje é o carro mais vendido do País há quatro anos consecutivos. Cresceu por dentro e por fora, ganhou visual mais esportivo, com traseira curta e alta, e o compartimento de bagagens saltou para 500 litros. Partia de R$ 34.990 e trazia duas opções de motor, ambas bicombustíveis: 1.0 de 80 cv e 1.4 de 106 cv.

Em meados de 2016, Prisma ganhou reestilização que será aplicada em outubro no Onix Plus Joy - Divulgação
Em meados de 2016, Prisma ganhou reestilização que será aplicada em outubro no Onix Plus Joy
Imagem: Divulgação

Em julho de 2016, nova atualização para o Prisma. Tanto o sedã quanto o Onix receberam uma reestilização de meia-vida, com alterações nos para-choques, nos faróis, no capô, na grade frontal e nas lanternas traseiras. O painel também mudou e, na época, os preços sugeridos começavam em R$ 53.690.

Curiosamente, o visual lançado há mais de três anos é o mesmo adotado no novo Onix Joy 2020, atualizado há cerca de dez dias, e que também estará presente no Onix Plus Joy, quando ele estrear no mês que vem - oficializando a despedida do Prisma.

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